sábado, 15 de agosto de 2009

Nova República



Na Nova República, começa a abertura política no Brasil. O General Figueiredo, mostrando-se sem vontade de governar não consegue impor à nação seu sucessor, como fizera seu antecessor, Ernesto Geisel.

A campanha pelas diretas: Nos anos de 1983 e 1984, a campanha pelas diretas tomou conta do país. O amarelo, cor das diretas, tomou conta do país. "Panelaços" e "buzinaços" foram organizados. Milhões de pessoas foram às ruas para exigir eleições diretas para o sucessor de Figueiredo.

Campanha pelas Diretas


No dia 25 de abril de 1984, foi votada a emenda pelas eleições diretas. Foram 298 votos a favor, 65 contra e 116 deputados faltaram. Mesmo com maioria, a emenda precisaria de 320 votos para ser aprovada. A eleição indireta para o sucessor do General Figueiredo, foi dia 15 de janeiro de 1985.
Votaram os deputados federais, senadores e seis representantes de cada Assembléia Legislativa.
Com os militares de fora, o PMDB, com apoio de alguns saídos de PDS ( que formaram a Frente Liberal ) lançaram Tancredo Neves para presidente, e José Sarney vice. O PDS indicou Paulo Salim Maluf para presidente, e Flávio Marcílio para vice. Venceu a chapa Tancredo-Sarney com 480 votos contra 180 votos para a chapa Maluf-Marcílio.

Vitória de Tancredo


Mas Tancredo Neves, não assumiu a presidência. Na véspera da posse, Tancredo sentiu fortes dores abdominais. Depois de sete cirurgias, Tancredo falece no dia 21 de abril.

Morte do Presidente


Com a morte de Tancredo assumiu a presidência José Sarney.

Governo José Sarney: No governo Sarney foram estabelecidas eleições diretas para todos os cargos, partidos políticos puderam se organizar e funcionar livremente. Também no seu governo foi promulgada a nova Constituição brasileira.
No campo econômico, o governo adotou uma medida de impacto no dia 28 de fevereiro de 1986, quando foi lançado o Plano Cruzado. No começo a população apoiou a medida, mas logo começaram a surgir os problemas: começara a faltar mercadorias que estavam à espera de aumento de preços; os empresários começaram a modificar os produtos para elevar seu preço; fazendeiros se negaram a vender bois pelo preço de tabela; o valor dos aluguéis disparou.
O governo se mostrou incapaz de enfrentar a situação, provocados pelos interesses dos poderosos.
No fim desse ano, a inflação voltou a subir. O ministro da Fazendo, Dílson Funaro demitiu-se. Seu substituto, Luís Carlos Bresser Pereira, tentou sem êxito, acabar com a crise, e demitiu-se em 1987. Seu sucessor, Maílson da Nóbrega, também não obteve sucesso. Em janeiro de 1989, foi decretado o Plano Verão, que congelou os salários e preços, mas também não deu resultado. No fim do governo Sarney, a inflação era de mais de 70% ao mês.

A Nova Constituição: A constituição de 1988, foi mais favorável ao trabalhador, que conseguiram muitas vantagens graças aos seus representantes.
A nova Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988.

Nova Constituição


Outras mudanças na importantes também ocorreram na Constituição, como o 2º Turno nas eleições para governadores, presidente e prefeitos de cidades com mais de 200.000 habitantes; voto facultativo entre 16 e 18 anos; o fim da censura a radio, televisão, cinema, etc; o mandato de 5 anos para presidente.

José Sarney


Governo Collor: Nas eleições de 1989, Fernando Collor de Melo derrotou Luís Inácio Lula da Silva e assumiu a presidência. Houve grande expectativa em torno da posse do novo Presidente, pois era o primeiro presidente eleito pelo voto popular após quase 30 anos.

Collor em campanha


As atenções nesse governo se concentraram no plano econômico que o Presidente anunciou uma parte no dia da posse, e totalizado no dia seguinte à posse.
Zélia Cardoso de Melo, ministra da Econômia, passou a ser o ponto das atenções do governo Collor. Graças ao choque, a inflação baixou a níveis inferiores a 10% nos primeiros meses da nova gestão.
Mas as principais conseqüencias que o Plano Collor causou foi a recessão, com queda nos salários e aumento da miséria e desemprego. Diante disso, a ministra Zélia Cardoso demitiu-se em maio de 1991, sendo substituída por Marcílio Marques Moreira.
No final de 1991, além da recessão, a inflação voltava a superar níveis de 20% ao mês e continuou a crescer em 1992.

"Fora Collor": Collor fez exatamente o contrário do que havia prometido. Acusou Lula de querer confiscar a poupança, mas ele mesmo confiscou não só a poupança, como também as contas correntes e outras aplicações; disse que iria acabar com os marajás, mas instaurou-os no Palácio do Planalto; disse que acabaria com a inflação com um só tiro, mas após uma pequena queda, a inflação voltou a crescer a todo vapor; disse que acabaria com a corrupção, mas participou da maior rede de corrupção já vista no país; no seu governo, o salário mínimo foi o mais baixo de todos os tempos e obrigou os aposentados a saírem nas ruas para exigir respeito aos seus direitos.

Manifestação de aposentados


Para esconder o fracasso de seu governo, Collor montou uma campanha publicitária. Como era jovem e desportista, Collor deveria superar todos os obstáculos e transformar o Brasil, no país tão sonhado por todos.
Mas tudo isso foi inútuil. Cada vez mais se tomava conhecimento do esquemas de corrupção de Collor. A mulher de Collor desviava dinheiro da Legião Brasileira de Assistência ( LBA ), que presidia, para seus familiares.
Para mostrar que nada tinha haver com esses acontecimentos, Collor fez uma reforma ministerial e demitiu a própria mulher. Mas, com a denúncia de seu irmão, Pedro Collor, ficou se sabendo que o governo estava tomada pela corrupção.
O Congresso Nacional formou uma CPI ( Comissão Parlamentar de Inquérito ), para investigar as denúncias de Pedro Collor. Após o depoimento do motorista da secretária de Collor, ficou se sabendo de todo o esquema de corrupção.
Milhares de jovens saíram às ruas, para pedir a cassação de Collor."Fora Collor" era o grito que tomou conta do país.
No dia 29 de setembro, a Câmara dos Deputados autorizou ao Senado de julgar e processar Collor. De acordo com a Constituição, Collor ficou afastado durante 180 dias, assumindo o vice, Itamar Franco.
Após três meses de julgamento, Collor renunciou.

Renúncia de Collor


No mesmo dia Itamar foi empossado novo presidente. Apesar da renúncia, o Senado continuou o julgamento, e considerou o presidente culpado, cassando seu mandato por 8 anos.

Fernando Collor de Melo


Governo Itamar Franco: O governo de Itamar Franco vai de 1993 e 1994. O maior desafio para Itamar seria baixar a inflação e criar uma moeda estável. Depois de algumas tentativas sem sucesso, Itamar Franco convidou o sociólogo Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda. Fernando formou uma equipe com economistas que já haviam trabalhado em planos anteriores. Juntos, elaboraram o Plano Real, que passou a vigorar em 1º de junho de 1994.
O Real, consistiu na adoção de uma moeda, o Real.

Governo Fernando Henrique: Em 1994, Fernando Henrique deixa o Ministério da Fazenda, e se candidata à Presidência da República. Filiado ao PSDB, FHC contou com o apoio do PFL e do PTB, dois partidos considerados conservadores. As principais promessas de FHC foram:
-reforma agrária;
-diminuição das desigualdades entre ricos e pobres;
-melhoria das condições de alimentação, moradia, educação, e saúde dos brasileiros.

Lula mais uma vez saiu derrotado. Fernando Henrique toma posse no dia 1º de janeiro de 1995.

Vitória de Fernando Henrique Cardoso


Principais acontecimentos do governo FHC:
-início das operações do Mercado Comum do Sul ( MERCOSUL ), cujas bases foram lançadas no governo Collor;
-fim do monopólio da Petrobrás;
-privatização de estatais como o Sistema Telebrás, a CSN, a Cia. Vale do Rio Doce, Cias. de Energia;
-aprovada a reeleição para a Presidência da República, governadores e prefeitos.
-a aposentadoria deixa de ser por tempo de serviço, e passa a ser por idade;

A Reeleição: Pela primeira vez na história, governadores e o Presidente da República, poderiam concorrer à reeleição para mais quatro anos seguidos. FHC, venceu todos os adversários em primeiro turno, inclusive Lula, sendo o Presidente mais votado da história, batendo o recorde de Jânio Quadros. FHC assumiu em 1999 para um mandato de mais 4 anos.

Fernando Henrique Cardoso



Eleições Municipais: Nas eleições municipais de 2000, a esquerda conseguiu grandes vitórias em cidades importantes e em algumas capitais. Em São Paulo, o ex-prefeito Paulo Maluf, perdeu no 2ºturno para a ex-deputada federal do PT Marta Suplicy. Assim como em São Paulo, na cidade de Porto Alegre também elegeu um prefeito petista.
Outro fator a ser observado também, é a derrota de lideranças sindicais em cidades do ABC paulista, como por exemplo a de Vicentinho em São Bernardo do Campo.

Eleição na câmara e no senado: O ano 2001 começa com uma grande movimentação política. A eleição para a presidência da câmara e do senado abre uma disputa onde, a base do governo fica seriamente abalada.O PFL lança Inocêncio de Oliveira como candidato na câmara, concorrendo com o deputado Aécio Neves do PSDB mineiro com apoio do PMDB. Em troca do apoio à Aecio, o PSDB apóia no senado o senador Jáder Barbalho, que vence no senado e provoca um grande racha na base governista, pois o senador ACM, grande inimigo de Barbalho era contra sua eleição. Várias acusações decorreram após a vitória de Barbalho no senado, até a abertura de uma CPI.
O resultado dessa CPI até agora: dois senadores, José Roberto Arruda (PSDB) ex-lider governista, e Antônio Carlos Magalhães (PFL) renunciaram a seu mandato.

Apagão: O Apagão começou a ser cogitado com a falta de chuvas nos primeiros meses do ano. Havia grande esperança, por parte do governo, de que iria chover até o fim do período de chuvas. Mas não choveu, e a possibilidade de apagão ficou eminente. Diante disso o governo criou regras para o uso de energia elétrica. Nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste todos, sem restrição, deveriam economizar 20% de acordo com a média aritmética dos meses de abril, maio e junho de 2000. Os que não cumprirem a meta iriam pagar multas e correm o risco de ter a energia elétrica cortada por 3 dias. Então, no dia 1º de Junho começou a valer as regras do governo.
Um grande problema trouxe a probabilidade de apagão para todos. Mas, segundo fontes, o governo já havia sendo alertado desde 1996 sobre a possibilidade de falta de energia, caso o governo não aumentasse os investimento na área. Infelizmente esses técnico não foram ouvidos, e acontece o estamos vivendo hoje.

Brasília: as regras do governo também valem para a capital



Pré-Candidatos à presidência: No 2º Semestre de 2001 começaram as cogitações para as eleições de 2002. Muitos políticos influentes lançaram sua pré-candidatura à presidência da República.Alguns deles:
- José Serra do PSDB, é o candidato oficial do governo com o apoio de FHC;
- Tasso Jereissati do PSDB, lançou sua pré-candidatura, mas logo depois desistiu porque o partido resolve apoiar Serra;
- Lula do PT, deve ser o candidato do PT, embora terá de participar das prévias com o senador Eduardo Suplicy;
- Eduardo Suplicy do PT, deve disputar as prévias contra Lula;
- Ciro Gomes do PPS, deve repetir o discurso de 1998;
- Anthony Garotinho do PSB, pode ser uma surpresa, embora pesquisas apontem que terá pouquissímas chances de passar para o 2º Turno;
- Roseana Sarnaey do PFL, é a candidata da direita mais bem colocada.

Devassa na Lunus: Em abril de 2002, a Polícia Federal invade a sede da empresa Lunus, de propriedade de Jorge Murad e Roseana Sarney, e encontram uma grande quantidade de dinheiro, todos em notas de cinqüenta. Com esse escândalo, Roseana que estava bem posicionada na corrida sucessória cai muitos pontos. O PFL deixa a base governista. No final de tudo Roseana desiste da candidatura à presidência para concorrer ao Senado.
O PFL fica dividido: uma parte do partido quer lançar outro candidato, outra parte não quer lançar candidato, uma minoria quer apoiar Ciro Gomes, e outra minoria quer a reaproximação com Serra. A direção do PFL decide não lançar candidato à presidência, deixando suas lideranças regionais livres para apoiarem quem eles quiserem.

Eleições 2002: Em 2002 foram realizadas eleições para os cargos de Presidente da República, Governadores, Deputados Estaduais e Federas e Senadores. Os candidatos à Presidência da República foram:
- Luís Inácio Lula da Silva do PT, tendo como vice o senador mineiro José Alencar do PL;
-José Serra do PSDB, tendo como vice a deputada capixaba Rita Camata do PMDB;
-Anthony Garotinho do PSB; e
- Ciro Gomes do PPS, tendo como vice o sindicalista Paulo Pereira da Silva do PTB.
Foram necessários dois turnos para que fosse escolhido o novo presidente do Brasil. No primeiro, Lula e Serra foram os mais votados, passando para o segundo turno. No segundo turno, realizado no dia 27 de outubro de 2002, saiu vencedor Luís Inácio Lula da Silva do PT, com mais de 52 milhões de votos, se tornando o presidente mais votado do país e segundo presidente mais votado na história do mundo.

Luís Inácio Lula da Silva



Governo Lula: O Governo Lula tem início em 1º de Janeiro de 2003 e deverá terminar em 1º de janeiro de 2007. O maior desafio e bandeira de campanha de Lula será combater a fome, entretanto, a reforma da previdência também será um grande desafio. Além disso, a oposição de alguns elementos mais radicais do próprio PT deverá ser um grande desafio para Lula.
No dia da posse, uma grande festa popular tomou Brasília para recepcionar o Presidente. Nunca tanta gente foi prestigiar a posse de um presidente em Brasília. Estima-se que mais de 100.000 simpatizantes foram à festa da posse.

Mais de 1000.000 simpatizantes em Brasília
FHC passa a faixa Presidencial
Lula fala ao povo
Passeata em carro aberto


Um dos primeiro atos do Governo Lula foi criar o programa "Fome Zero", que tem como objetivo erradicar a fome do país.

Morre Brizola: Em Julho de 2004 morre no Rio de Janeiro o Presidente Nacional do PDT, Leonel de Moura Brizola.
Brizola, que começou sua carreira política no RS, liderou o movimento que culminou com o cumprimento da Constituição em 1961, culminando com a posse de João Goulart. Com sua morte, morre o último herdeiro político de Getúlio Vargas.

Os 50 anos da morte de Vargas: Em 24 Agosto de 2004 completou 50 anos o suicídio de Vargas. Várias publicações foram realizadas, noticiando o fato e, em algumas, homenageando Vargas.

Nova República



Na Nova República, começa a abertura política no Brasil. O General Figueiredo, mostrando-se sem vontade de governar não consegue impor à nação seu sucessor, como fizera seu antecessor, Ernesto Geisel.

A campanha pelas diretas: Nos anos de 1983 e 1984, a campanha pelas diretas tomou conta do país. O amarelo, cor das diretas, tomou conta do país. "Panelaços" e "buzinaços" foram organizados. Milhões de pessoas foram às ruas para exigir eleições diretas para o sucessor de Figueiredo.

Campanha pelas Diretas


No dia 25 de abril de 1984, foi votada a emenda pelas eleições diretas. Foram 298 votos a favor, 65 contra e 116 deputados faltaram. Mesmo com maioria, a emenda precisaria de 320 votos para ser aprovada. A eleição indireta para o sucessor do General Figueiredo, foi dia 15 de janeiro de 1985.
Votaram os deputados federais, senadores e seis representantes de cada Assembléia Legislativa.
Com os militares de fora, o PMDB, com apoio de alguns saídos de PDS ( que formaram a Frente Liberal ) lançaram Tancredo Neves para presidente, e José Sarney vice. O PDS indicou Paulo Salim Maluf para presidente, e Flávio Marcílio para vice. Venceu a chapa Tancredo-Sarney com 480 votos contra 180 votos para a chapa Maluf-Marcílio.

Vitória de Tancredo


Mas Tancredo Neves, não assumiu a presidência. Na véspera da posse, Tancredo sentiu fortes dores abdominais. Depois de sete cirurgias, Tancredo falece no dia 21 de abril.

Morte do Presidente


Com a morte de Tancredo assumiu a presidência José Sarney.

Governo José Sarney: No governo Sarney foram estabelecidas eleições diretas para todos os cargos, partidos políticos puderam se organizar e funcionar livremente. Também no seu governo foi promulgada a nova Constituição brasileira.
No campo econômico, o governo adotou uma medida de impacto no dia 28 de fevereiro de 1986, quando foi lançado o Plano Cruzado. No começo a população apoiou a medida, mas logo começaram a surgir os problemas: começara a faltar mercadorias que estavam à espera de aumento de preços; os empresários começaram a modificar os produtos para elevar seu preço; fazendeiros se negaram a vender bois pelo preço de tabela; o valor dos aluguéis disparou.
O governo se mostrou incapaz de enfrentar a situação, provocados pelos interesses dos poderosos.
No fim desse ano, a inflação voltou a subir. O ministro da Fazendo, Dílson Funaro demitiu-se. Seu substituto, Luís Carlos Bresser Pereira, tentou sem êxito, acabar com a crise, e demitiu-se em 1987. Seu sucessor, Maílson da Nóbrega, também não obteve sucesso. Em janeiro de 1989, foi decretado o Plano Verão, que congelou os salários e preços, mas também não deu resultado. No fim do governo Sarney, a inflação era de mais de 70% ao mês.

A Nova Constituição: A constituição de 1988, foi mais favorável ao trabalhador, que conseguiram muitas vantagens graças aos seus representantes.
A nova Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988.

Nova Constituição


Outras mudanças na importantes também ocorreram na Constituição, como o 2º Turno nas eleições para governadores, presidente e prefeitos de cidades com mais de 200.000 habitantes; voto facultativo entre 16 e 18 anos; o fim da censura a radio, televisão, cinema, etc; o mandato de 5 anos para presidente.

José Sarney


Governo Collor: Nas eleições de 1989, Fernando Collor de Melo derrotou Luís Inácio Lula da Silva e assumiu a presidência. Houve grande expectativa em torno da posse do novo Presidente, pois era o primeiro presidente eleito pelo voto popular após quase 30 anos.

Collor em campanha


As atenções nesse governo se concentraram no plano econômico que o Presidente anunciou uma parte no dia da posse, e totalizado no dia seguinte à posse.
Zélia Cardoso de Melo, ministra da Econômia, passou a ser o ponto das atenções do governo Collor. Graças ao choque, a inflação baixou a níveis inferiores a 10% nos primeiros meses da nova gestão.
Mas as principais conseqüencias que o Plano Collor causou foi a recessão, com queda nos salários e aumento da miséria e desemprego. Diante disso, a ministra Zélia Cardoso demitiu-se em maio de 1991, sendo substituída por Marcílio Marques Moreira.
No final de 1991, além da recessão, a inflação voltava a superar níveis de 20% ao mês e continuou a crescer em 1992.

"Fora Collor": Collor fez exatamente o contrário do que havia prometido. Acusou Lula de querer confiscar a poupança, mas ele mesmo confiscou não só a poupança, como também as contas correntes e outras aplicações; disse que iria acabar com os marajás, mas instaurou-os no Palácio do Planalto; disse que acabaria com a inflação com um só tiro, mas após uma pequena queda, a inflação voltou a crescer a todo vapor; disse que acabaria com a corrupção, mas participou da maior rede de corrupção já vista no país; no seu governo, o salário mínimo foi o mais baixo de todos os tempos e obrigou os aposentados a saírem nas ruas para exigir respeito aos seus direitos.

Manifestação de aposentados


Para esconder o fracasso de seu governo, Collor montou uma campanha publicitária. Como era jovem e desportista, Collor deveria superar todos os obstáculos e transformar o Brasil, no país tão sonhado por todos.
Mas tudo isso foi inútuil. Cada vez mais se tomava conhecimento do esquemas de corrupção de Collor. A mulher de Collor desviava dinheiro da Legião Brasileira de Assistência ( LBA ), que presidia, para seus familiares.
Para mostrar que nada tinha haver com esses acontecimentos, Collor fez uma reforma ministerial e demitiu a própria mulher. Mas, com a denúncia de seu irmão, Pedro Collor, ficou se sabendo que o governo estava tomada pela corrupção.
O Congresso Nacional formou uma CPI ( Comissão Parlamentar de Inquérito ), para investigar as denúncias de Pedro Collor. Após o depoimento do motorista da secretária de Collor, ficou se sabendo de todo o esquema de corrupção.
Milhares de jovens saíram às ruas, para pedir a cassação de Collor."Fora Collor" era o grito que tomou conta do país.
No dia 29 de setembro, a Câmara dos Deputados autorizou ao Senado de julgar e processar Collor. De acordo com a Constituição, Collor ficou afastado durante 180 dias, assumindo o vice, Itamar Franco.
Após três meses de julgamento, Collor renunciou.

Renúncia de Collor


No mesmo dia Itamar foi empossado novo presidente. Apesar da renúncia, o Senado continuou o julgamento, e considerou o presidente culpado, cassando seu mandato por 8 anos.

Fernando Collor de Melo


Governo Itamar Franco: O governo de Itamar Franco vai de 1993 e 1994. O maior desafio para Itamar seria baixar a inflação e criar uma moeda estável. Depois de algumas tentativas sem sucesso, Itamar Franco convidou o sociólogo Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda. Fernando formou uma equipe com economistas que já haviam trabalhado em planos anteriores. Juntos, elaboraram o Plano Real, que passou a vigorar em 1º de junho de 1994.
O Real, consistiu na adoção de uma moeda, o Real.

Governo Fernando Henrique: Em 1994, Fernando Henrique deixa o Ministério da Fazenda, e se candidata à Presidência da República. Filiado ao PSDB, FHC contou com o apoio do PFL e do PTB, dois partidos considerados conservadores. As principais promessas de FHC foram:
-reforma agrária;
-diminuição das desigualdades entre ricos e pobres;
-melhoria das condições de alimentação, moradia, educação, e saúde dos brasileiros.

Lula mais uma vez saiu derrotado. Fernando Henrique toma posse no dia 1º de janeiro de 1995.

Vitória de Fernando Henrique Cardoso


Principais acontecimentos do governo FHC:
-início das operações do Mercado Comum do Sul ( MERCOSUL ), cujas bases foram lançadas no governo Collor;
-fim do monopólio da Petrobrás;
-privatização de estatais como o Sistema Telebrás, a CSN, a Cia. Vale do Rio Doce, Cias. de Energia;
-aprovada a reeleição para a Presidência da República, governadores e prefeitos.
-a aposentadoria deixa de ser por tempo de serviço, e passa a ser por idade;

A Reeleição: Pela primeira vez na história, governadores e o Presidente da República, poderiam concorrer à reeleição para mais quatro anos seguidos. FHC, venceu todos os adversários em primeiro turno, inclusive Lula, sendo o Presidente mais votado da história, batendo o recorde de Jânio Quadros. FHC assumiu em 1999 para um mandato de mais 4 anos.

Fernando Henrique Cardoso



Eleições Municipais: Nas eleições municipais de 2000, a esquerda conseguiu grandes vitórias em cidades importantes e em algumas capitais. Em São Paulo, o ex-prefeito Paulo Maluf, perdeu no 2ºturno para a ex-deputada federal do PT Marta Suplicy. Assim como em São Paulo, na cidade de Porto Alegre também elegeu um prefeito petista.
Outro fator a ser observado também, é a derrota de lideranças sindicais em cidades do ABC paulista, como por exemplo a de Vicentinho em São Bernardo do Campo.

Eleição na câmara e no senado: O ano 2001 começa com uma grande movimentação política. A eleição para a presidência da câmara e do senado abre uma disputa onde, a base do governo fica seriamente abalada.O PFL lança Inocêncio de Oliveira como candidato na câmara, concorrendo com o deputado Aécio Neves do PSDB mineiro com apoio do PMDB. Em troca do apoio à Aecio, o PSDB apóia no senado o senador Jáder Barbalho, que vence no senado e provoca um grande racha na base governista, pois o senador ACM, grande inimigo de Barbalho era contra sua eleição. Várias acusações decorreram após a vitória de Barbalho no senado, até a abertura de uma CPI.
O resultado dessa CPI até agora: dois senadores, José Roberto Arruda (PSDB) ex-lider governista, e Antônio Carlos Magalhães (PFL) renunciaram a seu mandato.

Apagão: O Apagão começou a ser cogitado com a falta de chuvas nos primeiros meses do ano. Havia grande esperança, por parte do governo, de que iria chover até o fim do período de chuvas. Mas não choveu, e a possibilidade de apagão ficou eminente. Diante disso o governo criou regras para o uso de energia elétrica. Nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste todos, sem restrição, deveriam economizar 20% de acordo com a média aritmética dos meses de abril, maio e junho de 2000. Os que não cumprirem a meta iriam pagar multas e correm o risco de ter a energia elétrica cortada por 3 dias. Então, no dia 1º de Junho começou a valer as regras do governo.
Um grande problema trouxe a probabilidade de apagão para todos. Mas, segundo fontes, o governo já havia sendo alertado desde 1996 sobre a possibilidade de falta de energia, caso o governo não aumentasse os investimento na área. Infelizmente esses técnico não foram ouvidos, e acontece o estamos vivendo hoje.

Brasília: as regras do governo também valem para a capital



Pré-Candidatos à presidência: No 2º Semestre de 2001 começaram as cogitações para as eleições de 2002. Muitos políticos influentes lançaram sua pré-candidatura à presidência da República.Alguns deles:
- José Serra do PSDB, é o candidato oficial do governo com o apoio de FHC;
- Tasso Jereissati do PSDB, lançou sua pré-candidatura, mas logo depois desistiu porque o partido resolve apoiar Serra;
- Lula do PT, deve ser o candidato do PT, embora terá de participar das prévias com o senador Eduardo Suplicy;
- Eduardo Suplicy do PT, deve disputar as prévias contra Lula;
- Ciro Gomes do PPS, deve repetir o discurso de 1998;
- Anthony Garotinho do PSB, pode ser uma surpresa, embora pesquisas apontem que terá pouquissímas chances de passar para o 2º Turno;
- Roseana Sarnaey do PFL, é a candidata da direita mais bem colocada.

Devassa na Lunus: Em abril de 2002, a Polícia Federal invade a sede da empresa Lunus, de propriedade de Jorge Murad e Roseana Sarney, e encontram uma grande quantidade de dinheiro, todos em notas de cinqüenta. Com esse escândalo, Roseana que estava bem posicionada na corrida sucessória cai muitos pontos. O PFL deixa a base governista. No final de tudo Roseana desiste da candidatura à presidência para concorrer ao Senado.
O PFL fica dividido: uma parte do partido quer lançar outro candidato, outra parte não quer lançar candidato, uma minoria quer apoiar Ciro Gomes, e outra minoria quer a reaproximação com Serra. A direção do PFL decide não lançar candidato à presidência, deixando suas lideranças regionais livres para apoiarem quem eles quiserem.

Eleições 2002: Em 2002 foram realizadas eleições para os cargos de Presidente da República, Governadores, Deputados Estaduais e Federas e Senadores. Os candidatos à Presidência da República foram:
- Luís Inácio Lula da Silva do PT, tendo como vice o senador mineiro José Alencar do PL;
-José Serra do PSDB, tendo como vice a deputada capixaba Rita Camata do PMDB;
-Anthony Garotinho do PSB; e
- Ciro Gomes do PPS, tendo como vice o sindicalista Paulo Pereira da Silva do PTB.
Foram necessários dois turnos para que fosse escolhido o novo presidente do Brasil. No primeiro, Lula e Serra foram os mais votados, passando para o segundo turno. No segundo turno, realizado no dia 27 de outubro de 2002, saiu vencedor Luís Inácio Lula da Silva do PT, com mais de 52 milhões de votos, se tornando o presidente mais votado do país e segundo presidente mais votado na história do mundo.

Luís Inácio Lula da Silva



Governo Lula: O Governo Lula tem início em 1º de Janeiro de 2003 e deverá terminar em 1º de janeiro de 2007. O maior desafio e bandeira de campanha de Lula será combater a fome, entretanto, a reforma da previdência também será um grande desafio. Além disso, a oposição de alguns elementos mais radicais do próprio PT deverá ser um grande desafio para Lula.
No dia da posse, uma grande festa popular tomou Brasília para recepcionar o Presidente. Nunca tanta gente foi prestigiar a posse de um presidente em Brasília. Estima-se que mais de 100.000 simpatizantes foram à festa da posse.

Mais de 1000.000 simpatizantes em Brasília
FHC passa a faixa Presidencial
Lula fala ao povo
Passeata em carro aberto


Um dos primeiro atos do Governo Lula foi criar o programa "Fome Zero", que tem como objetivo erradicar a fome do país.

Morre Brizola: Em Julho de 2004 morre no Rio de Janeiro o Presidente Nacional do PDT, Leonel de Moura Brizola.
Brizola, que começou sua carreira política no RS, liderou o movimento que culminou com o cumprimento da Constituição em 1961, culminando com a posse de João Goulart. Com sua morte, morre o último herdeiro político de Getúlio Vargas.

Os 50 anos da morte de Vargas: Em 24 Agosto de 2004 completou 50 anos o suicídio de Vargas. Várias publicações foram realizadas, noticiando o fato e, em algumas, homenageando Vargas.

Quinta República



A Quinta República, é dominada pelo período da Ditadura Militar. Nesse período os militares governaram o Brasil com mão-de-ferro. Houve muita repressão contra os que eram contra o regime. Conseqüencias: muitas pessoas mortas e desaparecidas.

O Golpe Militar de 1964: Antes do Comício das Reformas de Base, realizada no dia 13 de março de 1964, já havia uma forte conspiração contra Goulart. Os golpistas apelavam para a ameaça do comunismo, que haveria de destruir as famílias, acabar com a propriedade privada e proibir a prática da religião. No dia 19 de março de 1964, em São Paulo, foi realizada uma marcha contra Goulart, chamada de Marcha da Família com Deus pela Liberdade, como resposta ao Comício das Reformas.
Na noite do dia 31 de março de 1964, inicia-se um movimento militar em Minas Gerais para a deposição do presidente, comandada pelos Generais Carlos Luís Guedes e Olympio Mourão Filho, apoiados pelo governador Magalhães Pinto. O movimento militar de Minas, ganha apoio em outras unidades militares em São Paulo, Guanabara ( atualmente incorporado ao Rio de Janeiro ) e no Rio Grande do Sul.
Na noite de 1º de abril de 1964, Jango retira-se para o Rio Grande do Sul, onde o deputado federal Leonel Brizola, tenta organizar a resistência.

Manifestação a favor de Jango



Na mesma noite, Auro de Moura, presidente do Senado declara vaga a Presidência da República, empossando no cargo o paulista Ranieri Mazzilli.

Ranieri Mazzilli


No dia 4 de abril de 1964, querendo evitar derramamento de sangue brasileiro, Jango parte para o exílio no Uruguai.

Cerco ao Palácio Guanabara



Com a deposição de Jango, o Alto Comando da Revolução, chefiado por general Arthur da Costa e Silva, almirante Augusto Rademacker e brigadeiro Correia de Melo, decreta o Ato Institucional nº1, que estabeleceu a eleição indireta do presidente. No dia 15 de abril de 1964, o chefe do Estado-Maior do Exército, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, toma posse como 1º Presidente da Ditadura.

Governo Castelo Branco ( 15/04/1964 - 15/03/1967 ): O governo de Castelo Branco começou em 15 de abril de 1964 e iria até 31 de janeiro de 1966, completando o mandato de Jango. Mas seu mandato foi prorrogado para 15 de março de 1967.
A primeira medida de Castelo Branco foi anular todas as reformas de Jango. O governo iniciou também uma forte repressão contra os que não aceitavam o regime.

Protesto contra a Ditadura



Castelo Branco acha que seus poderes são poucos, por isso baixa em 27 de outubro de 1965 o AI-2 e em 5 de fevereiro de 1966 o AI-3.

Humberto de Alencar Castelo Branco


Governo Costa e Silva ( 15/03/1967 - 31/08/1969 ): O Marechal Arthur da Costa e Silva assume a presidência no dia 15 de março de 1967, contra a vontade de Castelo Branco. Costa e Silva assume com uma nova Constituição, promulgada em 24 de janeiro de 1967. Essa constituição dava grandes poderes ao Presidente, mas foi modificada em 17 de outubro de 1969.
Durante seu governo, Costa e Silva, teve de enfrentar diversas manifestações de estudantes, operários e políticos. No Rio, cerca de cem mil pessoas foram às ruas se manifestar contra a morte do estudante Edson Luís pela polícia. Em São Paulo, novecentos estudantes foram presos no XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes ( UNE ). Trabalhadores de Osasco e outras cidades entram em greve.
A resposta do governo foi fulminante. No dia 13 de dezembro de 1968, o governo baixa oAI-5, que deu enormes poderes ao ditador.

Fechamento do Congresso em 1968



No mesmo dia, o Congresso foi fechado, e foram cassados 110 deputados federais, 161 estaduais, 163 vereadores, 22 prefeitos e 4 ministros do STF. Muitas pessoas foram presas, entre elas o ex-presidente Juscelino Kubistschek.
Em agosto de 1969, o general Costa e Silva adoece, e seu vice, o civil Pedro Aleixo, não é confiável para os militares. Então os ministros militares tomam o poder, tento feito então, um golpe dentro do golpe de 1964. Esse governo foi chamado de Junta Militar. Era o dia 31 de agosto. A Junta governou o Brasil por 2 meses. De 31/08/1969 até 30/10/1969. Nesse meio tempo, a Constituição foi modificada mais uma vez, estabelecendo maiores poderes ao Ditador. No dia 22 de outubro de 1969, o Congresso é reaberto para receber o nome do novo Presidente: Emílio Garrastazu Médici. No dia 25 desse mês ele é eleito e no dia 30 toma posse.

Arthur da Costa e Silva


Governo Garrastazu Médici ( 30/10/1969 - 15/03/1974 ): Quando Garrastazu Médici assume o governo, grupos armados já atuavam nas grandes cidades brasileiras: era a guerrilha urbana. Como a oposição não podia se manifestar, várias organizações partiram para a prática de ações armadas. Os líderes dessas organizações eram políticos cassados, como o ex-deputado Carlos Marighela, que chefiava a ALN ( Aliança Libertadora Nacional ), e ex-militares, como o capitão Carlos Lamarca, que chefiava a VAR-Palmares ( Vanguarda Armada Revolucionária ).

Emílio Garrastazu Médici



Dois tipos de ações eram freqüetemente praticado por esses grupos: assaltos a Bancos, para conseguir dinheiro para a luta, e seqüestros, como a do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, que exigiram em troca de sua vida, a libertação de presos políticos. Durante esse governo, houve a guerrilha do Araguaia, organizada pelo PC do B, na região do "Bico do Papagaio".
O governo reprimiu duramente todos esses atos. Muitas pessoas foram mortas, como Carlos Marighela, morto em São Paulo, e Carlos Lamrca, morto no interior da Bahia. Na Guerrilha do Araguaia, cerca de 20.000 homens das Forças Armadas foram enviados para combater cerca de 70 guerrilheiros. Com excessão de alguns, todos foram mortos.
O governo Médici estabeleceu forte censura à imprensa. O SNI ( Serviço Nacional de Informações ), espalhou milhares de agentes pelo país para descobrir e denunciar quem fosse contra o regime. Em todos os lugares poderiam se encontrar esses agentes, como nas escolas, fábricas, prédios de apartamento, etc.
De 1968 a 1973 houve no Brasil o "milagre econômico", quando o país cresceu 11% ao ano. Nesse período o Ministro da Fazenda era Delfim Neto. Essa foi a época das grandes obras. Entre essas grandes obras podemos citar a ponte Rio-Niterói e a estrada Transamazônica.
Havia nessa época a propaganda de que tudo ia bem: o país era uma "ilha de tranqüilidade". Por outro lado o governo criou um slogan para os que eram contra o regime: "Brasil, ame-o ou deixe-o", ou seja, quem não estivesse de acordo com o regime, que deixasse o país.
Repressão e milagre econômico, foram marcantes no governo Médici.

Emílio Garrastazu Médici


Governo Geisel ( 15/03/1974 - 15/03/1979 ): Com o término do mandato de Emílio Médici, no dia 15 de março de 1974, os militares indicam um novo presidente: General Ernesto Geisel. No seu governo, Geisel inicia um processo de abertura política, como ele mesmo disse: "um processo lento, gradual e seguro de aperfeiçoamento democrático". Os grandes jornais e as obras de arte como a música, cinema e teatro foram liberados da censura. No ano de 1974, houve eleições livres para senadores. O MDB, de oposição, conseguiu 15 milhões de votos, elegendo 16 senadores. A ARENA, da situação, conseguiu 12 milhões de votos, elegendo 5 senadores.
Entretanto, os serviços de informação e segurança continuavam agindo. Em outubro de 1975 o jornalista Vladimir Herzog foi preso e assassinado nas dependências do II Exército, em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho, acabou tendo o mesmo fim de Herzog. Essas mortes representavam a ação de forças que estavam descontentes com o governo Geisel, que eram fovoráveis ao aumento da repressão e contra a abertura política. Como resposta a essas forças, Geisel passou a ter maior controle sobre as forças de segurança, demitindo o comandante do II Exército, o general Ednardo D'Ávila Neto.
Em junho de 1976, para evitar uma grande derrota da ARENA, e evitar o avanço da oposição, Geisel, através do ministro Armando Falcão, da Justiça proíbe a propaganda e os debates na TV, evitando assim, as críticas ao governo. Assim, os candidatos poderiam apenas apresentar se curriculum e uma fotografia.
Depois de uma recusa da oposição em aprovar um projeto de reforma judiciária, proposto pelo presidente, é lançado o "Pacote de Abril" ( 1977 ). Diante da posição mantida pelo MDB, o presidente fecha o Congresso, e decreta o "Pacote de Abril".
Em 1º de janeiro de 1979, Geisel extingue o famoso AI-5.
Em 15 de março de 1979, o chefe da SNI, general João Baptista de Oliveira Figueiredo, assume a presidência.

Ernesto Geisel


Governo Figueiredo ( 15/03/1979 - 15/03/1985 ): No governo do General João Figueiredo, cresceram as manifestações populares. Os operário, principalmente de São Bernardo do Campo, fazim freqüentemente greves em busca de melhores salários. Mas não foram apenas os operários que faziam greve, os funcionários públicos também começaram a se manifestar em busca de melhores salários.

Manifestação Operária



A campanha da Anistia, foi a maior campanha popular, que saiu vitoriosa ao ser aprovada pelo Congresso em 1979. Os brasileiros que estavam banidos do país, puderam voltar.
As eleições de 1982 seriam diretas de acordo com a Constituição. Porém, o governo sabia que iria sofrer grande derrota. Por isso o governo tomou uma série de medidas:
- a formação de novos partidos. Com isso a ARENA passou a se chamar PDS ( Partido Democrático Social ), e o MDB passou a se chamar PMDB ( Partido do Movimento Democrático Brasileiro ). Também surgiram novos partidos como o PT ( Partido dos Trabalhadores ), PDT ( Partido Democrático Trabalhista ), O PTB ( Partido Trabalhista Brasileiro ), etc;
- a proibição de coligações;
- os eleitores deveriam votar em candidatos do mesmo partido para todos os cargos;
- só era válido voto no candidato;
- não votar no Partido;
- continuidade da Lei Falcão de 1977.

Mesmo com todas essas medidas o governo perdeu. O PDS só elegeu governadores no Nordeste, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso. O PDT elegeu Brizola no Rio de Janeiro. Nos outros nove estados, foram eleitos governadores pelo PMDB. Para a Câmara dos Deputados o quadro ficou da seguinte forma: o PDS elegeu 235 deputados; PMDB: 200; o PDT:23 ; o PTB:13; PT:8.
Em 15 de março de 1983, assumiram os primeiros eleitos pelo voto direto após dezoito anos. Após as eleições de 1982, o povo brasileiro começou a reinvidicar eleições diretas para a sucessão de Figueiredo. Sucessor que não seria militar.

João Baptista Figueiredo

Quarta República



O Populismo foi uma política de massas que buscava conduziro trabalhador, possibilitando-lhe alguns ganhos e manipulandoas suas aspirações. Garantia benefícios econômicos e sociais na medida em que atendia aos interesses das classes dominantes.
Desde a década de trinta, o governo brasileiro concedia ao trabalhador o direito à sindicalização e a uma legislação trabalhista. Entretanto, os sindicatos estavam atrelados ao governo e a oposição sindical era sempre que possível, reprimida, o que limitava a participação política dos trabalhadores.
Em 1964 ocorreu o colapso do populismo, com a queda de João Goulart. A proposta de Jango de reforma agrária, com emenda constitucional, em 1964, provocou a oposição dos proprietários rurais ao governo e a derrocada do populismo.

O Fim do Estado Novo: Uma das primeiras manifestações em favor da redemocratização foi o chamado Manifesto dos Mineiros, ocorrido no ano de 1943, liderado por políticos mineiros que fundaram a UDN ( União Democrática Nacional ). Os estudantes e trabalhadores, sempre que tivessem oportunidade se manifestavam contra a Ditadura. Com tantas pressões, Vargas convoca eleições para dezembro de 1945. Além disso, consedeu anistia aos presos políticos e deu liberdade para a formação de partidos políticos. Mas Getúlio estimulava também, seus partidários a organizarem manifestações em seu favor, manifestações conhecidas como Queremismo .
O ministro da Guerra de Vargas, Eurico Gaspar Dutra, tinha pretenções em ser candidato aà presidência, por isso forçou Getúlio a deixar a presidência em outubro de 1945. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal, assume interinamente até a eleição do novo Presidente.

Manifesto dos Mineiros Queremismo

A Nova constituição: Nas eleições de 2 de dezembro de 1945, os eleitores tiveram plena liberdade de escolha. Até o Partido Comunista participou das eleições pela primeira vez. Elegeu um senador pelo Rio de Janeiro, o seu líder, Luís Carlos Prestes, e mais catorze deputados federais, entre eles, o escritor Jorge Amado, eleito por São Paulo. Mas em 1947, o partido foi cassado novamente junto com seus parlamentares.
A Constituição de 18 de setembro de 1946, a 4º do período republicano, representou um grande avanço em relação à constituição do Estado Novo. Essa novo constituição restabelece eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos, e mantidas eleições para senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Governo Eurico Gaspar Dutra: Os candidatos à presidência de dezembro de 1945, foram: Eurico Gaspar Dutra, do PSD ( Partido Social Democrático ), com apoio do PTB de Vargas, e o Brigadeiro Eduardo Gomes da UDN ( União Democrática Nacional ). Venceu Dutra, ministro da guerra de Vargas, e governou o Brasil de 31 de janeiro de 1946 até 31 de janeiro de 1951. Com o fim da Segunda Guerra, o mundo ficou dividido em duas zonas: a norte-americana e a soviética. Dutra se alinhou aos Estados Unidos.
No início, Dutra adotou uma política econômica não-intervencionista, as importações, principalmente de bens supérfluos, elevaram-se aumentando a dívida externa. Isso fez com que a inflação e o déficit da balança comercial voltaram. As importações foram limitadas a equipamentos, combustíveis e maquinaria.
Entre 1948 e 1950, o PIB cresceu em média 8% ao ano. É nesse contexto econômico que surge o Plano SALTE( Saúde, Alimentação, Transporte e Energia ), cuja finalidade era coordenar os gastos público e eliminar pontos de estrangulamento da economia. A pavimentação da Rodovia Rio-São Paulo ( Presidente Dutra ); a abertura da Rodovia Rio-Bahia e a instalação da Companhia Hidrelátrica do São Francisco ( cachoeira de Paulo Afonso ) foram resultados positivos desse plano.

Eurico Gaspar Dutra


Governo Getúlio Vargas: A sucessão de Dutra começou a ser articulada antes do presidente completar metade de seu mandato. Enquanto a UDN preparava a candidatura do Brigadeiro Eduardo Gomes, Vargas com o apoio do PTB, do PSP de Adhemar de Barros, e da máquina do PSD, convenceu o eleitorado a elegê-lo presidente, retomando o discurso nacionalista, paternalista e industrialista que o manteve na poder entre 1930 e 1945. Eleito com base numa campanha populista e nacionalista, ou seja com o apoio do grupo progressista, Vargas tinha uma dívida com os conservadores, que haviam colaborado para sua vitória em muitos estados, como Minas Gerais e São Paulo. Para saldar essas dívidas, precisou distribuir altos cargos públicos a esses aliados.
Apesar dessa contradição, um governo progressista com o apoio de conservadores, Vargas com sua grande habilidade política, talvez tivesse conseguido ajeitar as coisas, se não fosse a difícil conjuntura internacional: a Guerra Fria. Além disso, a eleição do General Eisenhower para a Presidência dos EUA gerava um endurecimento da política externa norte-americana; os países que não fossem confiáveis politicamente não iriam receber auxílio financeiro ds EUA, e Vargas necesitava desse auxílio para levar adiante seus projetos.
No anos de 1952 e 1953, ocorreram intensas lutas entre consevadores e progressistas, com vitórias de lado a lado. O grande êxito dos conservadores foi o enfraquecimento do apoio militar a Vargas.
A criação da Petrobrás foi outra grande batalha. Contr estavam os conservadores, as multinacionais do petróleo e os EUA; a favor estavam os progressistas e nacionalistas, apoiados pela grande maioria da opinião pública.
Em outubro de 1953, o Congresso Nacional aprovou a criação da Petrobrás. Vitória dos progressistas.

Agosto - episódio da Rua Toneleros: Na madrugada de 5 de agosto de 1954, o jornalista e político udenista Carlos Lacerda, dono do jornal Tribuna da Imprensa, sofreu um atentado, no qual morreu o Major da Aeronática Rubens Florentino Vaz, sendo acusado Gragório Fortunato, elemento da gruarda pessoal de Vargas.
Após esse crime, a situação se tornou insustentável para Vargas. No dia 24 de agosto de 1954, o presidente suicidou-se com um tiro no coração, deixando a nação surpresa. Esse ato teve um profundo significado política, sinalizando a crise do Estado Populista.
Ironicamente, esse ato forçou os conservadores a um recuo político. Com a notícia e a publicação da Carta-Testamento, denunciando os grupos nacionais e estrangeiros que combatiam a política nacionalista, gigantescas multidões saíram às ruas em todas as partes do país.
Temendo essa reação, os golpistas abandonaram seu plano de instalar uma ditadura militar imediata e concordaram com a subida do vice-presidente, Café Filho.

Getúlio Dornelhes Vargas


Governo Café Filho: Durante seu governo foram realizadas as eleições presidenciais. Concorreram Jucelino Kubitschek de Oliveira, da coligação PSD-PTB, Adhemar de Barros do PSP e Plínio Salgado do PRP. Venceu Jucelino do PSD para Presidente e João Goulart ( herdeiro político de Vargas )do PTB para a Vice-Presidência.
Após as eleições, Café Filho se afastou da Presidência alegando motivos de 'saúde, assumindo em seu lugar o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz.
Devido à derrota nas eleições presidenciais, alguns políticos udenistas passaram a advogar um golpe de Estado. Em seu jornal, Lacerda escreveu no editorial de 9 de novembro:
"Esses homens não podem tomar posse, não devem tomar posse, nem tomarão posse."
No entender do ministro da Guerra,General Henrique Teixeira Lott, Carlos Luz estava de acrodo com o golpe. Lott era um militar altamente respeitado e favorável q que o exército se mantivesse estritamente dentro da legalidade. Por isso na madrugada do dia 11 de novembro de 1955, apoiadonas forças militares , depôs o presidente, assumindo o cargo o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos, que permaneceria no poder até a posse de Jucelino.
; Carlos Luz, Lacerda e vários militares ligados ao golpe, apoiados na Marinha e na Aeronática, fugiram a bordo do cruzador "Tamandaré", pensando em ir para Santos e estabelecer um governo de resistência em São Paulo. Mas já era tarde. A quase totalidade do exécito permaneceu do lado da lei; portanto os fugitivos tiveram que retornar ao Rio e se entregar
Entretanto os golpistas não desanimaram. Apredenram um grande lição:
Primeiro: os defensores da legalidade não eram vingativos. Todos os envolvidos na tentativa de golpe não foram punidos, e puderam voltar aos seus antigos cargos;
Segundo: aprenderam que para o êxito de um golpe, precisariam mais do que manipular a imprensa, usar truques sujos, contar com um partido, como a UDN. Afastar os militares legalistas, impedindo que fizessem carreira e os oficiais de formação democráica.

Governo Juscelino: "cinqüenta anos em cinco": Com a posse de JK - que manteve o poderoso General Lott à frente do Ministério da Guerra - iniciou-se uma das fases mais importantes da história econômica do Brasil. Os anos que vão de 1956 a 1960 assistiram a amplas transformações na economia do país. A política econômica governamental foi sistematizada no Plana de Metas, que priorizava cinco setores fundamentais da economia:
- energia;
- transporte;
- alimentação;
- educação; e
- indústrias de base.

Plano de Metas


Entretanto, JK cometeu diversos erros. O maior deles foi a criação do modelo econômico, o nacionalismo desenvolvimentista. O desejo de fazer o país crescer rapidamente, obrigou JK a recorrer ao capital externo. Desse modo, o nosso nacionalismo era estranho, baseado em capital estrangeiro, tecnologia importada e crescimento da dívida externa.
Por outro lado numerosas obras públicas realizadas nesse período, obrigaram o governo a fazer grandes emissões de papel-moeda, gerando um processo inflacionário.
A partir de 1958, gerou-se um crise econômica decorrente do endividamento externo, da inflação e da impossibilidade de manter o ritmo de crescimento econômico.
Apesar de tudo, em 1960 é inaugurada Brasília, a nova capita nacional. A construção da cidade não estava incluída no Plano, mas representou a meta-símbolo do governo
O Plano de Metas apresentava falhas, e a mais grave de todas decorria do próprio modelo econômico. Dessa forma ni início dos anos 60 já havíamos substituído a importação de produtos de fabricação mais fácil. Para manter o ritmo de crescimento, precisávamos de aplicação de capital intensivo e tecnologia altamente sofisticada. Mas as multinacionais não estavam dispostas a nos oferecer dinheiro e as técnicas de que precisávamos. Então, a economia entrou em declínio.

Juscelino Kubistchek


A crise da República Populista:
O início da década de 60 foi marcada pela luta intensa entre conservadores e progressistas. Estava claro que ao final dessa luta, um deles assumiria o controle total do país.
A redução do investimentos e a crise econômica, acirraram a disputa entre conservadores e progressistas.Conservadores: fortalece a facção que desejava a aliança com o capitalismo internacional, e para isso deveria estabelecer no país um regime ditatorial que permitisse impor pela força as medidas necessárias a essa aliança.Progressistas: começa a formar-se um grupo que duvidava da eficiência do capitalismo trdicional, de modelo norte-americano ou europeu, para a resolução dos problemas nacionais. Esses elementos, às vezes chamados de nacionalistas autênticos, propunham um novo modelo, assemelhado ao capitalismo de estado e adaptado às necessidades e características do Brasil. Então, claro que os conservadores passaram a acusar tais pessoas de comunistas.

Governo Jânio Quadros:
"Varre, varre, vassourinha
Varre, varre a banbalheira
Que o povo já está cansado
De sofrer desta maneira
Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado (...)"
( Campanha de Jânio à presidência )

Para suceder JK na Presidência, as eleições contaram com os candidatos: Jânio da Silva Quadros do PDC, com o apoio da UDN, o General Henrique Teixeira Lott com o apoio do PSD e PTB e Adhemar de Barros do PSP.
Jâni fizera uma carreira brilhante na política paulista: vereador à Câmara de Vereadores de São Paulo, prefeito da cidade, governador do Estado. Em cerca de quinze anos passou de vereador à presidente da República. Contando com grande simpatia popular, Jânio foi eleito pelo PDC com o apoio da UDN, que desistiu de lançar a candidatura de Lacerda.
Durante a campanha prometeu varrer toda a sujeira da política nacional e para isso adotou uma vassoura como símbolo de campanha. Além disso utilizou-se de uma tática que ampliava mais sua vantagem eleitoral: comprometeu-se não apenas com os conservadores, mas também com os progressistas, atraindo os votos que normalmente iriam para Lott. Se por um lado isso lhe trouxe votos, por outro lhe causou graves problemas de governo

Jânio em campanha


Realizadas as eleições, o resultado foi o previsto: Jânio eleito com 48% do total de votos; Lott com 32% e Adhemar com 20 %. Jango foi reeleito para a vice-Presidência.
Empossado, Jânio começou imediatamente a decepcionar seus eleitores, nomeando um ministério formado exclusivamente por elementos da coligação que o elegeu. Logo em seguida, adotou uma série de medidas financeiras e administrativas que ocasionaram um grande aumento do custo de vida, ao mesmo tempo que congelava os salários e restringia o crédito bancário. Com isso, a classe média, o operariado e os empresários passaram a criticá-lo, fortalecendo a oposição já majoritária no Congresso. As medidas de Jânio, adotadas visando agradar aos conservadores que o haviam apoiado, obtiveram, o efeito oposto: foi retirado o apoio.
Porém como o presidente precisava agradar aos progressistas, iniciou uma política de aproximação com os países comunistas, recusando-se a apoiar os EUA no bloqueio contra Cuba e condecorando o Ministro da Economia de Cuba, Ernesto "Che" Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileir.
A condecoração prestada por Jânio, fez com qiue Lacerda o acusasse de abrir as portas do Brasil ao comunismo. Portanto, o resultado foi desastroso: progresistas e conservadores retiraram o apoio.
Desprestigiado junto à opinião pública, combatido pelo Congresso, olhado com indiferença pelos militares, e atacado por Lacerda, Jânio tentou uma manobra política para reforçar seu poder: a renúncia. Sabendo que os militares desconfiavam do vice, Jânio o enviou para uma missão oficial à China. Depois deu a grande jogada. A 25 de agosto de 1961, pegando todos de surpresa o Presidente renunciou ao cargoentregando uma carta de renúncia ao Congresso. Publicou um carta-testamento dizendo que a pressão de "forças terríveis" haviam motivado sua renúncia.

Jânio Quadros


Governo João Goulart: João Goulart, Jango, vice de Jânio deveria assumir a presidência. Mas, o problema era de que Jango sempre esteve ligado às forças getulistas. Em Washington, Jango é tido como um comunista; na URSS, seu nome é citado com simpatia pelos jornais. Mas, quando Quadros renunciou, Jango estava em visita à China Comunista, por isso assumiu o presidente da câmara, o paulista Ranieri Mazzilli. Agora, as forças que haviam combatido Vargas, e tentaram impedir a posse de Juscelino, voltam-se contra Jango. Os militares resolveram que prenderiam Jango quando ele desembarcasse no Brasil. Mas no Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola , cunhado de Jango, liderou a "Campanha da Legalidade", com o apoio do povo e dos militares do Estado. Jango entrou no Brasil pelo Rio Grande do Sul, e exigiu o cumprimento da constituição.
Os militares aceitram, mas Jango governaria sob sistema parlamentarista. Jango assumiu e no dia 7 de setembro de 1961.
Mas Jango não se conforma com a limitação de seus poderes, e em janeiro de 1963, Jango promove um plebiscito, pedindo aos eleitores se manifestarem a favor ou contra o presidêncialismo. O presidêncialismo venceu e Jango teve seus poderes de volta.
Nessa nova fase de seu governo, Jango propôs o Plano Trienal. Para colocar em prática esse plano, era preciso um grande empréstimo de dinheiro. O ministro da Economia, Celso Furtado, buscou apoio dos EUA mas pouco conseguiu. Os EUA pretendiam enfraquecer o governo Goulart, que era contra a exploração do Brasil por empresas estrangeiras, e até chegou a financiar grupos de oposição à Jango. Por outro lado os estudantes apoiavam as propostas de Jango.
No dia 13 de março de 1964, o presidente anunciou grandes reformas no Comício das Reformas de Base, realizada no Rio de Janeiro. Entre as propostas estavam a reforma agrária, iniciada com a desapropriação de mais de 100 hectares de terra que ficava às margens das rodovias federais e ferrovias; reforma educacional, para garantir a todoso o acesso ao ensino público, gratuito e de bom nível; reforma sanitária, para promover uma grande reforma no sistema médico-hospitalar e ampliar o sistema de saneamento básico. Ainda nesse comício, assinou dois decretos: o de nacionalização das refinarias de petróleo e a desapropriação de terras para fins de reforma agrária.

Comício das Reformas de Base


Mas contra Jango ocorre uma manifestação , a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, onde participaram milhares de pessoas.
Entre os dias 25 e 27 de março ocorre o motim dos marinheiros, que se manifesta contra as punições dadas por onze diretores da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais. O governo se põe a favor dos marinheiros.
A atitude do presidente diante dessa revolta, foi a gota d'água para o golpe. Jango demitiu o ministro da Marinha, e foi duramente criticado pelos ministros da Aeronática e Exército, dizendo que ele não deveria ter feito isso. No dia 30 de março de 1964, Jango discursando para 2000 sargentos, respondeu às críticas a ele feitas pelos oficiais das Três Armas, no incidente dos marinheiro.

João Goulart