sábado, 15 de agosto de 2009

Terceira República



O período compreendido entre os anos de 1937 até 1945, são os anos da Terceira República. Esse período é dominado pelo Estado Novo, ditadura imposta por Getúlio Vargas.

A Ditadura do Estado Novo ( 1937-1945 ): Fazendo alarde sobre a "ameaça comunista", Vargas decreta o estado de guerra, que consistia na suspensão das garantias e direitos individuais. Com isso as perseguições aumentaram.
No segundo semestre do ano de 1937, estavam marcadas as eleições para presidência da república. Do lado do governo estava José Américo de Almeida, do lado da oligarquia paulista estava Armando Sales de Oliveira e também saiu candidato Plínio Salgado. Mas Getúlio não estava satisfeito em deixar o poder. A solução que encontrou foi forjar um falso plano, como se tivesse sido elaborada pelos comunistas. Seu autor foi o integralista Capitão Olimpio Mourão Filho , e recebeu o nome de Plano Cohen . Em fins de setembro de 1937, o falso plano foi divulgado com estardalhaço pelos jornais, criando clima favorável ao golpe.
Em 10 de setembro de 1937, Vargas ordena o cerco militar ao Congresso Nacional, ordenando seu fechamento. Na mesma noite, atrvés de uma cadeia de rádio, Vargas anuncia ao povo brasileiro uma Constituição autoritária. Elaborada pelo jurista Francisco Campos, o "Chico Ciência", a nova Constituição ganhou o apelido de "Polaca, pois tinha como modelo a Constituição da Polônia que estava sob regime nazista.

A Constituição de 1937: Essa nova constituição consedeu ao ditador muitos poderes, como:
a) poder de fechar o Congresso Nacional;
b) poder de nomear interventores nos estados;
c) poder de governar até que seja realizado um plebiscito, para saber se o povo está ou não satisfeito com o Estado Novo;
d) poder de acabar com a liberdade de expressão da imprensa;
e) poder de acabar com os partidos políticos.

O "Putsch" Integralista: A AIB foi usada por Vargas na repressão aos comunistas, e também chegou a participar do golpe do Estado Novo. Na antevéspera do golpe Plínio Salgado retirou sua candidatura, numa demonstração clara que esperava uma participação no novo governo de Vargas. Entretanto, um dos primeiros atos de Vargas, foi extiguir todos os partidos, e a proibição de uniformes, estandartes e distintivos. Isso inviabilizou a ação dos integralistas. Por isso, em maio de 1938, os integralistas desfecharam um golpe tentando a tomada do poder. Apesar de terem falhado quase na totalidade, os integralistas conseguiram cercar o Palácio Guanabara por várias horas: foi o "Putsch" Integralista. Diante da inesperada resistência oferecida pelo Palácio e do cerco das forças governamentais, os golpistas fugiram ou foram presos, sendo parte dela, fuzilada no próprio local.

As transformações econômicas: A econômia da época ficou centralizada nas mão do Ditador. O governo da época valorizou muito a indústria nacional. Getúlio Vargas, com um plano qüinquenal elaborado em 1939, planejou a Usina Hidrelétrica de Paulo Afons, a Copanhia Vale do Rio Doce, o Conselho Nacional do petróleo, a drenagem do rio São Francisco, fabrica de aviões, construção de estradas de ferro e de rodagem. A construção da Usina de Volta Redonda se deve à obtenção de um empréstimo do governo junto ao Eximbank, banco semi-oficial norte-americano. Isso influênciou a entrada do Brasl na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Estados Unidos.

A entrada na Segunda Guerra: Getúlio entrou na Segunda Guerra ao lado dos Estados Unidos. A FEB ( Força Expedicionária Brasileira ), mandou cerca de 25.000 soldados para a Itália. A luta do Brasil contra o nazi-facismo animou o aparecimento das primeiras críticas ao Estado Novo. Com o fim das ditaduras do Eixo, restava apenas acabar com a Ditadura do Estado Novo.


Segunda República



A Segunda República foi o período do governo provisório (1930-1934 ) e do governo constitucional (1934-1937 ) de Getúlio Vargas.Nesse período Getúlio Vargas concentrou todo o poder em suas mãos. Os governadores eram indicados pelo próprio Vargas, e eram chamados de interventores.

O Governo Provisório ( 1930-1934 ): Após receber o poder, Vargas tomou medidas para assumir o controle do país. Nomeou ministros de sua confiança e, entre as suas primeiras providências, ordenou:
- fechamento do Congresso Nacional, Assembléias Legislativas Estaduais e das Câmaras Municipais;
- extinção dos partidos;
- suspenção da Constituição de 1891;
- indicação de interventores para chefiar os Estados.

Os revolucionários que apoiaram Vargas, não eram uma corrente única e homogênea. O grupo era formado por diversas frentes, entre elas:
- Tenentismo: desejava a centralização do poder, nacionalização das riquezas e era contra o Coronelismo;
- Oligarquias de Minas e Rio Grande do Sul: queriam uma nova Constituição. A oligarquia paulista deseja retomar o poder através de novas eleições, já que confiavam em seus métodos sobre o sistema eleitoral.
Vargas exercia papel de mediador, tentando harmonizar esses grupos políticos. Para chefiar os governos estaduais, Vargas nomeou o líder Tenentista Juarez Távora para indicar os interventores do Norte e Nordeste. Por isso, foi apelidado de "Vice-Rei do Norte".

A Revolução de 1932: Os paulistas estavam insatisfeios com o governo. Queriam reconquistar a governo federal e queriam um interventor paulista.
Para enfrentar Vargas, o PRP e o PD formaram uma frente única, para precionar Getúlio, pois estavam descontentes com o interventor João Alberto Lins e Barros. Cedendo às pressões, Getúlio nomeia para governar são Paulo Pedro de Toledo. Essa medida não foi suficiente, pois São Paulo queria uma nova Constituição.
As manifestações tomaram as ruas. Em 1932, as forças do governo reagiram e quatro estudantes foram mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos nomes desses estudantes - MMDC - viraram símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932. Os revolucionários tiveram de lutar em três frentes: Minas Gerais, Paraná, e Vale do Paraíba. Apenas Mato Grosso apoiou São Paulo. Apesar do esforço de todos, São Paulo perdeu militarmente, e renderam-se em 28 de setembro de 1932. Apesar da derrota militar, SP saiu vitorioso pois Vargas garantiu eleições para a Assembléia Nacional Constituinte.

Trem da Morte


A Constituição de 1934: Os constitucionalistas conseguiram o que queriam: uma nova constituição. Getúlio se apressou em convocar eleições para a Assembléia Constituinte. Nessas eleições o voto foi obrigatório para maiores de 18 anos, secreto, e organizado pela Justiça Eleitoral, inexistente na República Velha.
- Voto Secreto: a eleição passava a ser secreta. As mulheres adquiriram o direito de votar. Continuavam sem direito: analfabetos, mendigos, militares até o posto de sargento, pessoas sem direito político. Criava-se a Justiça Eleitoral;
- Direitos Trabalhistas: reconhecimento do salário mínimo, jornada não superior à oito horas diárias, proibição do trabalho de menores de 14 anos, férias anuais remuneradas, indenização na demissão sem justa causa, etc.
- Nacionalismo econômico: riquezas naturais do país, como jazidas minerais, quedas d'água capazes de gerar energia e outras, seriam propriedade do Estado.
A Constituição de 1934 previa que, após sua promulgação, o primeiro presidente sertia eleito pela Assembléia Nacional Constituiente, para exercer mandato de quatro anos, que se encerraria em 3 de maio de 1938. Vargas foi vitorioso nessa primeira eleição, iniciando seu mandato constitucional.

O Governo Constitucional ( 1934-1937 ): "O embate das ideologias políticas": Durante o governo constitucional , dois grupos políticos, com ideologias totalmente diversas, ganharam destaque: Ação Integralista Brasileira ( integralismo ) e Aliança Nacional Libertadora ( aliancismo ).

O Integralismo: Com o apoio das oligarquias tradicionais e de alguns setores elitistas da Igreja Católica, o escritor Plínio Salgado , uma espécie de Führer tupiniquim, criou a AIB, versão brasileira do nazismo de Hitler. Em 1932, Plínio redigiu à nação o Manifesto à nação, contendo os princípios básicos do integralismo. O integralismo defendia:
- combate brutal ao comunismo;
- nacionalismo extremado;
- Estado onipotente, com rígida hierarquia e disciplina;
- extinção dos partidos políticos e a entraga do poder a um único chefe;
- fiscalização das atividades artísticas, para moldá-las aos ideais integralistas.
O lema dos integralistas era Deus, Pátria e Família. Muitas vezes esses conceito eram distorcidos:
- Deus: usava-se a religião para despertar no povo humilde um sentimento de resignação e conformismo;
- Pátria: representa a defesa do nacionalismo;
- Família: a família seria subordinada ao Estado.
Os integralista distinguiam-se pelos símbolos que usavam e certas formas de saudação ( Anauê! ), que lembravam os rituais nzi-facistas.

O Aliancismo: Era o principal grupo política à AIB. A ANL era composta por comunistas, socialistas e liberais antifacistas. Seu líder era Luís Carlos Prestes, o "Cavaleiro da Esperança".
Temendo a expanção da ANL, que já contava com mais de mil sedes, Vargas manda fechar a ANL em 11 de junho de 1935. Filinto Muller, chefe de polícia de Vargas, acusava o movimento de ser controlado por "perigosos comunistas" e financiado por estrangeiros.

A Intentona Comunista: A extinção da ANL provocou a reação de alguns setores militares ligados ao PCB. Em novembro de 1935, eclodiu a Intentona Comunista, que foi prontamente destruída pelo governo federal. Essa reação armada comunista, ofereceu ao governo o pretexto de que precisava agir energicamente contra os líderes da esquerda. Luís Carlos Prestes foi preso em 1936.
Tudo isso acabou servindo como um dos pretestos do golpe do Estado Novo.

Pesquisas Recentes: Pesquisando os arquivos secretos de Moscou, o jornalista Willian Waack revelou as estreitas ligações entre os comunistas brasileiros e a Internacional Comunista.As pesquisas revelaram a ação no Rio de Janeiro, da primeira filial dos serviços secretos de Moscou, da qual faria parte Olga Benário, a primeira esposa de Luís Carlos Prestes. Através de informações distorcidas sobre o Brasil a Internacional Comunista autorizou o levante de 1935.

Primeira República



A Primeira República ou República Velha tem como início a data de 1889, com a declaração da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca, e finaliza na data de 1930, quando o presidente Washington Luís é deposto pelos militares, e Getúlio Vargas assunme a presidência.
A República de Espada: Assim foi denominado o período de 1889 até 1894, quando os militares governaram o país.

Governo Provisório de Deodoro (1889-1891): O Marechal Deodoro foi o 1º Presidente do Brasil, governando o país de 1889 até 1891. Em 1891, entrou em vigor a 1º Constituição Republicana. Sofrendo forte oposição, Deodoro renuncia em 1891.

Marechal Deodoro


Floriano Peixoto (1891-1894): O Marechal Floriano Peixoto, vice de Deodoro, foi inpedido de assumir, pois a constituição dizia que, o vice não podia assumir se o titular não houvesse completado metade de seu mandato, isto é, 2 anos, então o Mal. Floriano deveria convocar novas eleições. Mas Floriano não convocou novas eleições, e seu mandato acabou sendo legitimado pelo Congresso, com o apoio do Partido Republicano Federal. Em seu governo, Floriano teve de enfrentar muitas revoltas como o Manifesto dos Treze Generais, Revolta da Armada, e a Revolução Federalista. Por causa de suas atitudes energéticas contra essas rebeliões, Floriano passa a ser conhecido como "Marechal de Ferro".

Marechal Floriano


A República Oligárquica (1894-1930): A República Oligárquica, recebeu essa denominação porque toda sua política-administrativa se baseou na existência das oligarquias-estaduais. Nesse período, predominou a política do café-com-leite, onde, paulistas e mineiros se revesariam no poder.

Prudente de Morais (1894-1898): Foi o primeiro presidente civil a governar o Brasil, sofrendo forte oposição dos "florianistas". Prudente de Morais teve de enfrentar muitos problemas, como a Guerra de Canudos, fruto da miséria do povo nordestino. Foram 4 tentativas para acabar com Canudos. As 3 primeiras expedições foram derrotadas, sendo somente o última conseguido acabar com Canudos.

Prudente de Morais


Campos Sales (1898-1902): Iniciou a "Política dos Governadores". No seu governo, Campos Sales realizou o Saneamento Financeiro. Realizpu uma política deflacionista, visando o equilíbrio orçamentário e a valorização da moeda. Para isso empregou algumas medidas como o aumento dos impostos de consumo, aduaneiros, e taxa-ouro sobre importações. Por outro lado diminui as despesas governamentais. Nesse período o país apresentou um seperávit. O balanço comercial apresentou saldo favorável, mas houve a diminuição do poder aquisitivo do povo.

Campos Sales


Rodrigues Alves(1902-1906): Seu governo é conhecido como "Quadriênio Progressista", devido à excelente obra administrativa que realizou. Mas deve-se lembrar que os recursos utilizados por esse governo eram de origem do governo anterior. Rodrigues Alves foi beneficiado também com o aumento das exportações de café e da produção de borracha. Nesse período aconteceu a Campanha de Saneamento do Rio, dirigido pelo médico Oswaldo Cruz, que impôs a vacinação obrigatória, que gerou descontentamento da população.

Rodrigues Alves


Afonso Pena(1906-1909): Nesse governo, criou-se Caixa de Conversão, que recebia todo tipo de moeda estrangeira e a trocava po bilhetes conversíveis. Isso favoreceu o setor industrial e cafeeiro, beneficiando estes graças ao encarecimento das exportações.

Afonso Pena


Nilo Peçanha(1909-1910): Com a morte de Rodrigues Alves, seu vice, Nilo Peçanha assume a presidência da República. Em seu governo, Nilo Peçanha criou o Serviço de Proteção aos Índios, e restabeleceu o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Para a sucessão de Nilo, dois candidatos: o Mal. Hermes da Fonseca, apoiado por Nilo, e Rui Barbosa. Hermes da Fonseca ganha a eleição.

Nilo Peçanha


Hermes da Fonseca(1910-1914): Seu governo foi muito conturbado, tento permanecido o país sobre estado de sítio. Nesse período também ocorreu a Revolta da Chibata, revolta liderada por Jõao Cândido. Os marinheiros dos encouraçados "Minas Gerais" e "São Paulo", revoltaram-se contra os maus-tratos, excesso de trabalho e a chibatada, que era utilizado para punir os infratores. Durante a revolta muitos marinheiros foram asscinados. Três meses antes do fim do mandato do Mal. Hermes, estourou a Primeira Guerra Mundial.

Hermes da Fonseca


Venceslau Brás(1914-1918): Esse governo foi marcado pela Primeira Guerra, em que o Brasil teve pouca participação do lado Aliado. Os países Aliados começaram a comprar tudo o que o Brasil pudesse oferecer. Isso fez com que surgisse indústrias no país. Nesse governo houve a Questão do Contestado, onde Paraná e Santa Catqarina disputavam uma região da divisa entre os dois estados. A construção de uma ferrovia na região, provocou um revolta, resolvida em 1916.

Delfim Moreira


Epitácio Pessoa(1919-1922): O presidente eleito, Rodrigues Alves faleceu sem completar dois anos de seu governo, o que implicava em novas eleições. Epitácio Pessoa foi o eleito. A sua política financeira de começo foi austera, mas depois, pressionado pela queda das exportações do setor cafeeiro, acabou tendo de facilitar os empréstimos. No seu governo, Epitácio Pessoa, teve ainda de enfrentar o Movimento Tenentista.

Epitácio Pessoa


Arthur Bernardes(1922-1926): Arthur Bernardes, governou durante um período muito difícil, diante de uma ameaça de revolução e dos efeitos da crise econômica decorrente do fim da Primeira Guerra Mundial. Bernardes governou o país sob estado de sítio. Em seu governo houveram diversas revoluções, como a Revolução de 1924, ocorrida em São Paulo, e a Coluna Prestes, que percorreu o Brasil entre 1924 a 1927. No ano de 1926, o Congresso aprovou a Reforma Constitucional Federal, estabelecendo a limitação do habeas corpus, veto parcial do presidente, e a ampliação do poder de intervenção federal nos Estados.

Arthur Bernardes


Washington Luís(1926-1930): Nascido no Rio, Washington Luís fez carreira política em São Paulo no PRP( Partido Republicano Paulista ). Enfretou a crise de 1929, quando os produtores de café foram obrigados a pedir empréstimos ao governo, que recusou, alegando que isso iria prejudicar a sua política de estabilização. Na sua sucessão, Washington rompeu com o Café-com-leite, pois agora seria a vez dos mineiros, mas ele preferiu o nome do governador de SP, Júlio Prestes. Revoltados, os mineiros se juntaram aos insatisfeitos e indicaram Getúlio Vargas e Jõao Pessoa.
Venceu Júlio Prestes, mas ele não foi empossado, por causa da deposição de Washington Luís em 24 de outubro de 1930. Assumiu a presidência Getúlio Vargas, dando início a "Era Vargas"

Washington Luís


Primeira República



A Primeira República ou República Velha tem como início a data de 1889, com a declaração da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca, e finaliza na data de 1930, quando o presidente Washington Luís é deposto pelos militares, e Getúlio Vargas assunme a presidência.
A República de Espada: Assim foi denominado o período de 1889 até 1894, quando os militares governaram o país.

Governo Provisório de Deodoro (1889-1891): O Marechal Deodoro foi o 1º Presidente do Brasil, governando o país de 1889 até 1891. Em 1891, entrou em vigor a 1º Constituição Republicana. Sofrendo forte oposição, Deodoro renuncia em 1891.

Marechal Deodoro


Floriano Peixoto (1891-1894): O Marechal Floriano Peixoto, vice de Deodoro, foi inpedido de assumir, pois a constituição dizia que, o vice não podia assumir se o titular não houvesse completado metade de seu mandato, isto é, 2 anos, então o Mal. Floriano deveria convocar novas eleições. Mas Floriano não convocou novas eleições, e seu mandato acabou sendo legitimado pelo Congresso, com o apoio do Partido Republicano Federal. Em seu governo, Floriano teve de enfrentar muitas revoltas como o Manifesto dos Treze Generais, Revolta da Armada, e a Revolução Federalista. Por causa de suas atitudes energéticas contra essas rebeliões, Floriano passa a ser conhecido como "Marechal de Ferro".

Marechal Floriano


A República Oligárquica (1894-1930): A República Oligárquica, recebeu essa denominação porque toda sua política-administrativa se baseou na existência das oligarquias-estaduais. Nesse período, predominou a política do café-com-leite, onde, paulistas e mineiros se revesariam no poder.

Prudente de Morais (1894-1898): Foi o primeiro presidente civil a governar o Brasil, sofrendo forte oposição dos "florianistas". Prudente de Morais teve de enfrentar muitos problemas, como a Guerra de Canudos, fruto da miséria do povo nordestino. Foram 4 tentativas para acabar com Canudos. As 3 primeiras expedições foram derrotadas, sendo somente o última conseguido acabar com Canudos.

Prudente de Morais


Campos Sales (1898-1902): Iniciou a "Política dos Governadores". No seu governo, Campos Sales realizou o Saneamento Financeiro. Realizpu uma política deflacionista, visando o equilíbrio orçamentário e a valorização da moeda. Para isso empregou algumas medidas como o aumento dos impostos de consumo, aduaneiros, e taxa-ouro sobre importações. Por outro lado diminui as despesas governamentais. Nesse período o país apresentou um seperávit. O balanço comercial apresentou saldo favorável, mas houve a diminuição do poder aquisitivo do povo.

Campos Sales


Rodrigues Alves(1902-1906): Seu governo é conhecido como "Quadriênio Progressista", devido à excelente obra administrativa que realizou. Mas deve-se lembrar que os recursos utilizados por esse governo eram de origem do governo anterior. Rodrigues Alves foi beneficiado também com o aumento das exportações de café e da produção de borracha. Nesse período aconteceu a Campanha de Saneamento do Rio, dirigido pelo médico Oswaldo Cruz, que impôs a vacinação obrigatória, que gerou descontentamento da população.

Rodrigues Alves


Afonso Pena(1906-1909): Nesse governo, criou-se Caixa de Conversão, que recebia todo tipo de moeda estrangeira e a trocava po bilhetes conversíveis. Isso favoreceu o setor industrial e cafeeiro, beneficiando estes graças ao encarecimento das exportações.

Afonso Pena


Nilo Peçanha(1909-1910): Com a morte de Rodrigues Alves, seu vice, Nilo Peçanha assume a presidência da República. Em seu governo, Nilo Peçanha criou o Serviço de Proteção aos Índios, e restabeleceu o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Para a sucessão de Nilo, dois candidatos: o Mal. Hermes da Fonseca, apoiado por Nilo, e Rui Barbosa. Hermes da Fonseca ganha a eleição.

Nilo Peçanha


Hermes da Fonseca(1910-1914): Seu governo foi muito conturbado, tento permanecido o país sobre estado de sítio. Nesse período também ocorreu a Revolta da Chibata, revolta liderada por Jõao Cândido. Os marinheiros dos encouraçados "Minas Gerais" e "São Paulo", revoltaram-se contra os maus-tratos, excesso de trabalho e a chibatada, que era utilizado para punir os infratores. Durante a revolta muitos marinheiros foram asscinados. Três meses antes do fim do mandato do Mal. Hermes, estourou a Primeira Guerra Mundial.

Hermes da Fonseca


Venceslau Brás(1914-1918): Esse governo foi marcado pela Primeira Guerra, em que o Brasil teve pouca participação do lado Aliado. Os países Aliados começaram a comprar tudo o que o Brasil pudesse oferecer. Isso fez com que surgisse indústrias no país. Nesse governo houve a Questão do Contestado, onde Paraná e Santa Catqarina disputavam uma região da divisa entre os dois estados. A construção de uma ferrovia na região, provocou um revolta, resolvida em 1916.

Delfim Moreira


Epitácio Pessoa(1919-1922): O presidente eleito, Rodrigues Alves faleceu sem completar dois anos de seu governo, o que implicava em novas eleições. Epitácio Pessoa foi o eleito. A sua política financeira de começo foi austera, mas depois, pressionado pela queda das exportações do setor cafeeiro, acabou tendo de facilitar os empréstimos. No seu governo, Epitácio Pessoa, teve ainda de enfrentar o Movimento Tenentista.

Epitácio Pessoa


Arthur Bernardes(1922-1926): Arthur Bernardes, governou durante um período muito difícil, diante de uma ameaça de revolução e dos efeitos da crise econômica decorrente do fim da Primeira Guerra Mundial. Bernardes governou o país sob estado de sítio. Em seu governo houveram diversas revoluções, como a Revolução de 1924, ocorrida em São Paulo, e a Coluna Prestes, que percorreu o Brasil entre 1924 a 1927. No ano de 1926, o Congresso aprovou a Reforma Constitucional Federal, estabelecendo a limitação do habeas corpus, veto parcial do presidente, e a ampliação do poder de intervenção federal nos Estados.

Arthur Bernardes


Washington Luís(1926-1930): Nascido no Rio, Washington Luís fez carreira política em São Paulo no PRP( Partido Republicano Paulista ). Enfretou a crise de 1929, quando os produtores de café foram obrigados a pedir empréstimos ao governo, que recusou, alegando que isso iria prejudicar a sua política de estabilização. Na sua sucessão, Washington rompeu com o Café-com-leite, pois agora seria a vez dos mineiros, mas ele preferiu o nome do governador de SP, Júlio Prestes. Revoltados, os mineiros se juntaram aos insatisfeitos e indicaram Getúlio Vargas e Jõao Pessoa.
Venceu Júlio Prestes, mas ele não foi empossado, por causa da deposição de Washington Luís em 24 de outubro de 1930. Assumiu a presidência Getúlio Vargas, dando início a "Era Vargas"

Washington Luís


Arte islâmica
















A importância da tradição islâmica na história da arte é imensa, particularmente, na península ibérica, região que por séculos, em sucessivas conquistas e reconquistas, ocuparam povos que a criaram. Conseqüentemente, as áreas colonizadas por Espanha e Portugal, sofreram forte influência. Na arquitetura é incontestável a intervenção árabe, um legado que se propagou e influenciou os vários estilos arquitectónicos presentes nestes países.


Motivos e temas da arte islâmica

Quando se evoca a expressão "arte islâmica", frequentemente julga-se estar perante uma arte desprovida de representações figuradas, constituída unicamente por motivos geométricos e arabescos. No entanto, existem numerosas representações de figuras animais e humanas na arte islâmica, que surgem sobretudo em contextos não religiosos.

As fontes principais da doutrina islâmica são o Alcorão e os ditos do Profeta Muhammad (ahadith, plural; singular:hadith). Estas duas fontes nada mencionam sobre a representação de figuras na arte; o que é fortemente condenado é a idolatria e o culto de imagens (aniconismo).

Quando o profeta Muhammad conquistou Meca em 630 um dos seus primeiros actos foi destruir os ídolos que se encontravam na Kaaba, que o Alcorão informa terem sido estátuas inspiradas por Satanás. Uma tradição afirma que Muhammad ordenou a destruição de todas as pinturas religiosas que se achavam naquele edifício, com excepção de uma pintura da Virgem Maria com o menino Jesus.

A partir do século IX, verifica-se uma censura da representação figurada, que alguns investigadores atribuem à influência de judeus convertidos ao islão. A partir desta época considera-se que o acto de representar um animal ou um ser humano é o assumir por parte do artista do papel de criador que se acredita que deva estar reservado unicamente a Deus.

As religiões desempenharam um importante papel no desenvolvimento da arte islâmica. Neste domínio enquadra-se evidentemente a religião muçulmana, mas igualmente outras religiões que os árabes encontraram aquando das conquistas territoriais. Apenas no século XIII o mundo islâmico tornou-se maioritariamente muçulmano, tendo outras religiões legado o seu contributo para a formação da arte islâmica: o cristianismo (na região que se estende do Egipto à Turquia), o zoroastrismo (mundo iraniano), o hinduísmo e o budismo (na Índia) e o animismo no Magrebe.

Arte e literatura

A arte islâmica não se inspira unicamente na religião. A literatura persa, como o Shâh Nâmâ, épico nacional composto nos inicíos do século X por Firdawsi, os "Cinco Poemas" (ou Khamsa) de Nizami (século XII), são fontes importantes de inspiração que se manifestam na arte do livro, mas também na relacionada com os objectos (cerâmica, tapeçaria...). As obras de alguns poetas místicos, como Saadi e Djami, dão também lugar a numerosas representações.

As fábulas de origem indiana presentes na literatura árabe são frequentemente alvo de ilustrações nos ateliers de Bagdade e da Síria. Também a literatura científica, como os tratados de astronomia, de mecânica ou de botânica, possui ricas ilustrações.

Motivos abstractos. A caligrafia

São numerosos e variados os motivos decorativos nesta forma de arte, desde os motivos geométricos aos arabescos. A caligrafia no islão é considerada uma actividade nobre e sagrada, tendo em vista que as suratas do Alcorão são consideradas palavras divinas. As representações de humanos e de animais são excluídas de obras religiosas. A caligrafia como arte está também presente em obras do domínio do profano.

História da arte islâmica

Os começos da arte islâmica (séculos VII-IX)

Antes do aparecimento das dinastias

Sabe-se muito pouco sobre a arquitectura anterior ao aparecimento dos Omíadas (meados do século VII). O edifício mais importante anterior à era omíada é sem dúvida a "Casa do Profeta" situada em Medina. Esta casa, cujo estatuto é mais ou menos mítico, teria sido o primeiro lugar onde se reuniam os muçulmanos para rezar, embora o islão considere que a oração possa ser efetuada em qualquer local, desde que este esteja limpo.

A Casa do Profeta possui uma importância considerável para a arquitetura islâmica, visto que ela seria o protótipo das mesquitas de planta árabe: um pátio e uma sala hispotila para as orações. Construída em materiais degradáveis (madeira e barro), não sobreviveu ao passar do tempo. A atual Mesquita do Profeta em Medina foi construída no local onde se julga que existia a casa.

É difícil distinguir os primeiros objetos islâmicos dos objetos sassânidas e bizantinos, devido ao fato de partilharem as mesmas técnicas e motivos decorativos. Conhece-se uma abundante produção de cerâmica não vidrada, na qual se enquadra uma pequena tigela presente hoje no Museu do Louvre, cuja inscrição assegura a sua inserção no período islâmico. Os motivos decorativos mais importantes são os vegetais.

Arte omíada

Durante o período omíada, ocorre o desenvolvimento da arquitetura civil e religiosa, tendo se posto em prática novos conceitos e novos plantas. Assim, a planta árabe, com pátio e sala hispotila de orações, torna-se um modelo a partir da construção da Mesquita dos Omíadas em Damasco, que servirá como referência aos construtores posteriores. A Cúpula da Rocha em Jerusalém é sem dúvida um dos edifícios mais importantes de toda a arquitetura islâmica, marcada por um forte influência bizantina (mosaicos, planta centrada que recorda ao do Santo Sepulcro), embora já se notem elementos tipicamente islâmicos, como os frisos com inscrições. Os castelos do deserto da Palestina proporcionam também variadas informações quanto à arquitectura civil e religiosa desta época.

Para além da arquitetura, os artistas trabalharam uma cerâmica ainda primitiva, não vidrada, e o metal. A distinção entre os objetos que pertencem a esta época e os da época pré-islâmica é pouco clara.

Arte abássida

Ao contrário do que sucede com os objectos do período omíada, os da era abássida estão bastante estudados. Com a deslocação dos centros de poder para este, entram em cena duas cidades que funcionaram como capitais califais, Bagdade e Samarra, situadas no que é hoje o Iraque. Se na cidade de Bagdade não foi possível realizar escavações, devido a estar hoje repleta de casas, os motivos dos estuques de Samarra, que foram bem estudados, permitindo datar os edifícios desta cidade.

A cerâmica conhece duas importantes inovações: a invenção da faiança e do lustro metálico. Estas duas técnicas continuarão a ser usadas durante muito tempo após a queda da dinastia abássida.

O período medieval (séculos IX-XV)

A partir do século IX o poder abássida é contestado nas províncias que se encontram mais afastadas do centro do poder. Surgem vários califados que afirmam a sua independência face aos Abássidas, como os Omíadas do Al-Andalus (Península Ibérica) ou dos Fatímidas xiitas no Norte de África. No Irão dinastias que governadores administram autonomamente os territórios.

Al-Andalus e Magrebe


Em 756 o único sobrevivente do massacre da família omíada em Damasco, perpetuado como forma dos Abássidas se instalarem no poder, chega à Península Ibérica, onde funda um emirado independente. Os seus descendentes governam o Al-Andalus até cerca de 1031, altura em que o Califado de Córdova se dissolve. Segue-se um período de pequenos reinos, as taifas, até que o Al-Andalus é conquistado sucessivamente por duas dinastias norte-africanas, os Almorávidas e os Almóadas, que introduzem influências magrebinas na arte. No século XIII o poder islâmico na península resume-se ao reino de Granada, que é integrado na Espanha em 1492, ano em que foi conquistado pelos Reis Católicos.

A partir de 1196, os Merínidas substituem o poder almóada. A partir da sua capital em Fez, os Merínidas participam em numerosas expedições militares quer na Península quer na Tunísia, onde não conseguem derrotar a dinastia dos Hafsidas. A partir do século XV o poder merínida entra em decadência e estes são substituídos pelos Xarifes no ano de 1549. Por sua vez os Hafsidas sobrevivem até à conquista otomana de 1574.

O Al-Andalus é um grande centro de cultura medieval. Na arquitectura salienta-se a Mesquita de Córdova, bem como a mesquita Bab Mardum em Toledo ou a cidade palatina de Madinat al-Zahra. Do período nasrida, destaca-se a Alhambra em Granada.

Egipto e Síria

Os Fatímidas - uma das poucas dinastias xiitas no mundo islâmico - governaram o norte de África e o Egipto entre 909 e 1171. Um dos seus grandes legados foi a fundação da cidade do Cairo em 969. Esta dinastia estimula o aparecimento de uma importante arquitectura religiosa, bem como a produção de uma série de objectos em diversos materiais: cristal, cerâmica, metais inscrustados, vidros opacos... Numerosos artistas da arte fatímida são cristãos coptas.

Pela mesma altura na Síria, os atabegs (governadores árabes dos princípes seljúcidas) conquistam o poder. Bastante independentes, jogam com a rivalidade existente entre os princípes turcos e apoiam a instalação dos cruzados. Em 1117, Saladino conquista o Egipto dos Fatímidas e funda a dinastia dos Aiúbidas. Este período não foi de grande relevância para a arquitectura, mas a produção de objectos de elevado valor artístico continua. A cerâmica e o metal inscrustado de alta qualidade continuam a ser produzidos e o vidro esmaltado faz a sua aparição.

Em 1250 os Mamelucos tomam o poder aos Aiúbudas no Egipto e em 1261 impõem o seu poder na Síria. O poder dos Mamelucos prolonga-se até 1517; durante este período são construídos muitos edifícios.

Técnicas da arte islâmica

Urbanismo, arquitectura e decoração

A arquitectura manifesta-se de diversas formas no mundo islâmico: mesquitas, madrasas (escolas religiosas), edifícios que funcionam como locais de retiro espiritual (como por exemplo, as arrábitas) e túmulos são alguns dos edifícios característicos dos países de tradição islâmica.

A tipologia dos edifícios apresenta variações de acordo com as regiões e os períodos históricos. No coração do mundo árabe, o que corresponde ao Egipto, Síria e Iraque, no período anterior ao século XIII, as mesquitas seguem todas a mesma planta, com um pátio e uma sala hispotila para as orações, mas variam bastante no que diz respeito à decoração e às formas. No Irão encontram-se especificidades próprias, como o emprego do tijolo e o uso de formas particulares como os iwans e o arco persa. Na Península Ibérica foi patente o gosto por uma arquitectura colorida, com o emprego de vários tipos de arcos (em ferradura, polilobados...). Na actual Turquia, a influência da civilização bizantina revela-se na construção de grandes mesquitas com grandes cúpulas, enquanto que na Índia da era mogol desenvolvem-se plantas próprias, que se afastam cada vez mais do modelo iraniano e colocam em relevância as famosas cúpulas bolbosas.

A arte do livro

A arte do livro é talvez a forma mais conhecida de expressão da arte islâmica, mas também a de mais difícil estudo. Ela agrega simultaneamente:

A arte do livro é geralmente dividida em três domínios: árabe (manuscritos sírios, egípcios, magrebinos), persas (manuscritos criados no Irão, sobretudo a partir da era mongol) e indiano (manuscritos mogóis). Cada um destes grupos possui o seu próprio estilo, divisível por várias escolas, com os seus próprios artistas e convenções. Regista-se uma evolução paralela, que resulta em alguns casos das influências recíprocas ou da deslocação de artistas motivada por acontecimentos políticos.

As artes ditas "menores"

Neste domínio salientam-se manifestações artísticas classificadas na visão eurocêntrica como "menores", mas que na civilização islâmica atingiram um grau de desenvolvimento considerável:

  • a arte do metal;
  • a arte da cerâmica;
  • a arte do vidro;
  • a arte de trabalhar a pedra;
  • a arte da talha;
  • a arte do marfim.

Colecções de arte islâmica

Como sucede em outros casos, as grandes colecções da arte islâmica situam-se frequentemente no mundo ocidental, em instituições como o Museu do Louvre, o Metropolitan Museum of Art, o Museu Britânico e o Victoria and Albert Museum; em Portugal o Museu Calouste Gulbenkian possui também uma colecção de arte islâmica, com peças oriundas da Pérsia, Turquia, Síria e Índia cronologicamente situadas num período que vai do século XII ao século XVIII. Dos países de tradição islâmica, salientam-se as colecções do Museu Islâmico do Cairo e do Museu do Qatar.

No tocante aos manuscritos, é de referir a sua presença nas grandes bibliotecas, como a British Library ou a Biblioteca Nacional de França.

postada por Renato Silva

ARTE DO EXPRESSIONISMO

HISTÓRIA DA ARTE EXPRESSIONISTA

EXPRESSIONISMO

O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores patéticas, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.

Principais características: pesquisa no domínio psicológico; cores resplandescentes, vibrantes, fundidas ou separadas; dinamismo improvisado, abrupto, inesperado; pasta grossa, martelada, áspera; técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões; preferência pelo patético, trágico e sombrio.

Observação: Alguns historiadores determinam para esses pintores o movimento “Pós Impressionista”. Os pintores não queriam destruir os efeitos impressionistas, mas queriam levá-los mais longe.

O Expressionismo foi uma corrente artística concentrada especialmente na Alemanha, entre os anos de 1905 e 1930. Esses artistas tentaram transmitir a sua arte utilizando uma forma psicológica onde pudessem expressar seus sentimentos íntimos, mais do que o mundo exterior o fazia. É uma pintura pessoal e intensamente apaixonada.

No Expressionismo o artista utiliza a tela como um meio de comunicação para manifestar suas emoções. As cores utilizadas são fortes, chegando a ser irreais. As pinceladas eram rápidas, demonstrando enorme vitalidade.

Um dos grandes inspiradores dos pintores expressionistas foi Van Gogh, com suas técnicas e cores extraordinárias. Dentre os expressionistas mais importantes citamos também Heckel e Schiele.


Erich Heckel (1883-1944)

Como exemplo do Expressionismo do alemão Heckel, temos o óleo sobre tela, “Moinho de Vento, Dangast” (1909), que está no Museu Wilheim Lehmbruck, em Dulsburg, Alemanha.

Essa obra mostra as cores vivas utilizadas pelo artista, aplicadas com liberdade sobre a tela e rodeando o moinho de vento situado no alto de uma colina. O amarelo, o vermelho, o verde e o azul foram colocados vigorosamente e vibram na tela, dando um ar lírico ao trabalho.

“Moinho de Vento, Dangast” – Erich Heckel

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Egon Schiele (1890-1918)

Do pintor austríaco Schiele, temos a sua aquarela e lápis preto sobre papel, denominada “Mulher sentada com joelho dobrado”, (1917 ou 1918), Galeria Narodni, Praga.

A figura é cheia de energia e tem um ar nervoso, informal, e olha diretamente para o espectador com pose erótica. A mulher tem traços musculosos, mãos angustiadas e pescoço contorcido, tornando-a uma figura um tanto perturbadora.

As linhas de Schiele são inflexíveis ao expressar o sentimento humano. Dizem os especialistas que as obras do artista demonstram claramente sua ansiedade e insegurança. Schiele foi um dos mais importantes artistas do expressionismo ainda que ele próprio não tenha se identificado com o movimento.

“Mulher sentada com joelho dobrado” – Egon Schiele

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“Autorretrato” – Edvard Munch (1863-1944)

Pintor norueguês cujos quadros e obra gráfica, tristes e angustiantes representações, baseadas em suas obsessões e frustrações pessoais, abriram o caminho para o desenvolvimento do expressionismo.

A sua obra mais conhecida é “O grito” (1893) que, junto com “Criança doente” (1881-1886), refletem o trauma que sofreu em sua infância quando sua mãe e irmã morreram. Esta obra é um exemplo dos temas que sensibilizam os artistas ligados a essa tendência.

Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. A perturbação mental influenciou sobremaneira a vida de Edvard Munch.

Em 1890, Munch esteve internado durante dois meses em Le Havre (França) para “tratamento nervoso”. Tratou-se também na Suíça, em 1900, e em Bad Elgersburg, Turíngia, cinco anos depois, onde foi diagnosticado como portador de grave neurastenia.

Ao pintar pela primeira vez “O Grito”, ele expressou (expressionismo) o seu cotidiano inferno interior e o mal-estar que a loucura lhe causava...

O gesto de Munch tapando os ouvidos (abaixo), foi posteriormente repetido por sua irmã Sophie, nos quadros A Mãe Morta e a Criança (1899) e A Mãe Morta e a Criança (1900).

“O Grito” – Edvard Munch. Óleo, têmpera e pastel em cartão, com 91x73,5 centímetros. A obra está na Galeria Nacional, em Oslo – capital do Reino da Noruega.

“Dispair” – Edvard Munch

“Manhã” – Edvard Munch

“Spring Day on Karl Johan Street” – Edvard Munch

OS PRIMEIROS CRISTAOS




Imaginem,inicio da Era cristã,perseguidos,cristãos muitas vezes cultuavam seu Deus dentro de catacumbas.Pintavam afrescos com passagens do antigo testamentos,feito por pessoas de poucas posses,há um uso limitado de pigmentos,que na antiguidade também era moeda de compra.Escondidos na malha de centenas de quilômetros das galerias subterrâneas de Roma,esses artistas anônimos nos deixaram verdadeiros tesouros da história da arte ocidental.
Primeiros 200 anos depois de Cristo,arte com raízes profundas na arte romana pagã "escondida" seus conteúdos e significados,e elementos da arte judaica e suas limitações no que diz respeito a imagens.Na cultura Judaica,há a restrição ao se fazer imagens e esculturas nos templos pela proibição a idolatria e isso limitou a arte dos primeiros anos do cristianismo.
O período embrionário do Cristianismo é composto por maioria de fieis de classes sociais menos favorecidas,perseguidos pelo império e tendo que se esconder em catacumbas para seus cultos e cerimônias pois não era uma religião legal.Isso impediu que recebessem algum investimento para pigmentos,e até mesmos de apoio de artistas mais experientes para a confecção das primeiras imagens com temas cristãos.






Somente no Séc. III (2001 a 300 D.C) é que pode-se notar uma solidificação e afirmação das características próprias e estilo da arte paleocristã que possuem esse nome,por ser a arte mais primitiva cujo tema é o cristianismo e seus símbolos.Pintura em murais nas catacumbas romanas eram a única opção para expressão artística possível aos Cristão nesse período de ilegalidade.



A arte romana com influência clássica na Grécia tinha o belo como busca de ideal.Era prazer pelo belo.Essa busca pelo prazer já não fazia parte do ideal da arte primitiva cristã.O simples foi a maior tônica.As primeiras pinturas tinham possivelmente como principal objetivo,o valor didático.Passagens do antigo testamento eram representados de forma sintética e rápida em murais feitos nas paredes das catacumbas com afrescos (reboco feito com areia ,estoque e cal onde deveria ser pitada ainda molhado),para que os fieis, boa parte de pessoas não letradas e pobres compreendessem os simbolismos e temas importantes para a religião recém abraçada.

Os antigos cristãos não usavam o termo "catacumba". A palavra é de origem grega e significa "cavidade, um vale aberto". As catacumba de Santa Priscila e São Calisto são as mais conhecidas .São Calisto é provavelmente a mais visitada dentre tantas outras que estão abertas a visitação .Localizada na região central de Roma,Itália,composto de cinco andares e mais de 20 km de corredores que levam a inúmeros túmulos.Acredita-se de vinte mil pessoas foram enterradas nesse local entre elas pessoas contemporâneas a Jesus Cristo.Hoje em dia carros não transitam na superfície desse local por conta do perigo de desmoronamento desse patrimônio arquitetônico histórico/artístico.Em Roma existem mais de sessenta catacumbas, com centenas de quilômetros de galerias e dezenas de milhares de sepulturas. Catacumbas que se encontram também em Chiusi, Bolsena, Nápoles, na Sicília oriental e no Norte da África







A principio as catacumbas eram usadas para sepultamento de mortos, nessa época existiam cemitérios abertos, mas, os cristãos rejeitavam o velho costume pagão de cremar seus mortos ,então a exemplo do modo em que Cristo foi sepultado, no processo de inumação (o mesmo que enterrar), também assim o faziam com seus mortos,eram enrolados num sundário e depositados em nichos retangulares escavadosnichos retangulares, chamados lóculos, de várias dimensões, que podiam conter um único cadáver, mas era frequente o caso que contivessem os corpos de duas e às vezes mais pessoas.Depois eram fechados com placa de mármorena maioria dos casos, com telhas fixadas por argamassa. Sobre a placa escrevia-se às vezes o nome do morto, com símbolos cristãos ou os votos de paz no céu. Com freqüência eram colocadas junto aos sepulcros lamparinas a óleo ou pequenos vasos com perfume .Um outro motivo que levaram os cristão a depositarem seus mortes em catacumbas,era o desejo de estar junto também no sono da morte para aguardar a ressurreição na manha da vinda de Cristo.Eventualmente no período da perseguição os cristãos usaram as catacumbas como esconderijo para cultos,mas ao contrário do que as lendas contam,não as usaram como moradia e abrigo.Era ali que os cristãos reuniam-se para celebrar os ritos fúnebres, os aniversários dos mártires e dos defuntos.





O sarcófago é um caixão de pedra ou mármore, ornado normalmente com esculturas em relevo ou com inscrições.






Giovanni Battista de Rossi (1822-1894), considerado o fundador e pai da Arqueologia Cristã, realizou exploraçao sistemática das catacumbas, principalmente das de São Calisto.




OS SIMBOLOS

Nos primórdios da Era cristã sues fies não podiam professar sua fé declaradamente ,portanto passaram a fazer uso de simbolos para se comunicar e propagar a mensagem.Pintavam nas paredes e tampos dos túmulos. Os principais símbolos são o Bom Pastor, o "orante", o monograma de Cristo e o peixe.












O Bom Pastor com a ovelha nos ombros representa Cristo Salvador e a alma salva por Ele. Esse símbolo está freqüentemente presente nos afrescos, nos relevos dos sarcófagos, nas estátuas, e muitas vezes encontra-se gravado também nas sepulturas.




O orante: essa figura representada com os braços abertos simboliza a alma que já vive na paz divina
O monograma de Cristo é formado por duas letras do alfabeto grego, o X (qui) e o P (rô), entrelaçados. Elas são as duas primeiras letras da palavra grega "Christòs", isto é, Cristo. O monograma, colocado numa sepultura, indicava que o defunto era cristão.

O O SARCÓFAGO DO MENINO-assim chamado pelas suas dimensões reduzidas e que conserva a parte frontal ricamente esculpida.
Esse sarcófago pode ser considerado como um pequeno catecismo ilustrado. Eis as cenas: Noé com a pomba na arca, um profeta que segura o rolo da lei divina, Daniel na fossa dos leões, o menino orante entre dois santos, o milagre da Caná e a ressurreição de Lázaro. Ajoelhada aos pés de Jesus, a irmã de Lázaro, Maria. Ao centro da cobertura dois pequenos gênios seguram uma pequena placa; nas extremidades estão duas cabeças, esculpidas com finalidade ornamental.
As cenas representadas no sarcófago deixam transparecer um profundo simbolismo e a sucessão das cenas não é casual. O cristão nasce à vida divina mediante o Batismo (Noé); nutre a vida divina com o pão (Abacuc) e o vinho (Caná) consagrados na Missa, ou seja, com a Comunhão; a Eucaristia oferece-lhe como penhor a ressurreição final (Lázaro). O cristão (o menino), assim, viverá no paraíso (orante). Encontramos aqui o eco das palavras de Jesus: "Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,54).
Com o Édito de Milão de 313, Constantino, convertido ao cristianismo, reconhece a liberdade de culto à nova religião que acaba por se transformar, após finais do século IV, na religião oficial do império. Com esta oficialização dá-se um impulso na produção artística e são edificados os primeiros lugares de culto próprio.







O peixe. Em grego diz-se IXOYC (iquitìs). As letras dessa palavra dispostas verticalmente formam um acróstico: Iesùs Christòs Theòu Uiòs Soteèr = Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Acróstico é uma palavra grega que significa a primeira letra de cada linha ou parágrafo. É um símbolo difuso de Cristo, emblema e compêndio da fé cristã.
A pomba, com o ramo de oliveira no bico simboliza a alma na paz divina.
O Alfa e o Ômega são a primeira e a última letras do alfabeto grego. Significam que Cristo é o início e o fim de todas as coisas.
A âncora é o símbolo da salvação, símbolo da alma que felizmente chegou ao porto da eternidade.
A fênix, pássaro mítico da Arábia, que segundo a crença dos antigos ressurge de suas cinzas depois de um determinado número de séculos, é o símbolo da ressurreição.



As sepulturas dos mártires, os cubículos e também os arcossólios às vezes podiam ser decorados com pinturas feitas com a técnica do afresco. Os afrescos representam cenas bíblicas do Antigo e do Novo Testamento, algumas com estrito significado simbólico.